Criança negra vítima de intolerância religiosa presta depoimento inédito no Rio

Uma criança negra de apenas cinco anos, vítima de intolerância religiosa dentro de uma escola municipal na Zona Oeste do Rio de Janeiro, prestou um depoimento especial que pode marcar um precedente importante no enfrentamento desse tipo de violência no ambiente escolar. O relato foi colhido de forma antecipada, seguindo protocolos que buscam preservar a […] O conteúdo Criança negra vítima de intolerância religiosa presta depoimento inédito no Rio aparece primeiro em Revista Raça Brasil.

Criança negra vítima de intolerância religiosa presta depoimento inédito no Rio

Uma criança negra de apenas cinco anos, vítima de intolerância religiosa dentro de uma escola municipal na Zona Oeste do Rio de Janeiro, prestou um depoimento especial que pode marcar um precedente importante no enfrentamento desse tipo de violência no ambiente escolar.

O relato foi colhido de forma antecipada, seguindo protocolos que buscam preservar a integridade emocional da vítima e evitar que ela seja exposta repetidamente durante o processo judicial. A medida é considerada inédita em casos desse tipo e foi solicitada pelo Ministério Público como forma de garantir proteção à criança ao longo das investigações. 

O caso teve origem em um episódio ocorrido em sala de aula, quando a menina levou um presente à professora: uma flor associada a Oxum, orixá cultuado por sua família no candomblé. Segundo as apurações, a docente teria reagido de maneira agressiva, afirmando que o objeto estaria ligado ao “mal”, além de jogá-lo no chão e pisoteá-lo diante dos colegas da aluna. 

Após o ocorrido, a criança passou a apresentar sinais claros de abalo emocional, incluindo medo e resistência em retornar à escola. Diante desse cenário, a Justiça determinou medidas protetivas, como o afastamento da professora e a proibição de qualquer contato com a vítima. 

Especialistas e representantes de entidades que atuam na defesa das religiões de matriz africana apontam que o caso evidencia não apenas uma agressão individual, mas um problema estrutural no Brasil, onde práticas religiosas afro-brasileiras ainda são alvo frequente de discriminação e estigmatização. 

A expectativa é de que a condução desse processo — especialmente com a adoção do depoimento especial — fortaleça mecanismos de proteção a crianças e ajude a estabelecer novos parâmetros no combate à intolerância religiosa nas escolas, um espaço que deveria ser, acima de tudo, de acolhimento, respeito e formação cidadã.

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