Edição 1297

Desta vez o Expresso das Ilhas esteve a conversar com Antero Tavares, Gilson Alves e Loisito Tavares de Sousa.Depois de cerca de 20 anos como magistrado, Antero Tavares candidata-se agora à Presidência da República. Diz responder a um “chamamento de Deus” e vê na política o espaço para agir de forma proactiva na definição das políticas públicas e nas reformas do Estado. Apresenta-se como candidato independente, imparcial e isento, numa altura que considera marcada pela concentração de poderes e por tensões institucionais. Defende uma Presidência como contraponto de estabilidade, assente na Constituição, na fiscalização rigorosa e no diálogo com os partidos e a sociedade. A justiça, o combate à corrupção, a modernização do Estado e a estabilidade institucional estão entre as suas prioridades.Gilson Alves, por sua vez, defende uma profunda mudança do sistema político cabo-verdiano, com a transformação do regime num sistema presidencialista e a concentração de amplos poderes no chefe de Estado. Diz que a “segunda república” falhou, critica aquilo que considera ser a corrupção da Justiça e propõe um Presidente com poderes excepcionais para “reaver a justiça” que, na sua opinião, foi perdida.Já Loisito Tavares de Sousa, 40 anos, professor há quase 20 anos, activista e fundador do Movimento Independente do Tarrafal, é o mais novo dos candidatos às presidenciais de 15 de Novembro. Chega à corrida com a intenção de “libertar” o poder presidencial das “amarras, principalmente as partidárias”, que, defende, comprometem a necessária equidistância entre os poderes. E quer aproximá-lo dos cidadãos e dos seus problemas reais.Também em destaque está um estudo sobre o desempenho dos estudantes cabo-verdianos em Portugal.Cerca de 40% dos alunos de nacionalidade cabo-verdiana reprovaram pelo menos uma vez ao longo do 3.º ciclo do ensino básico (7.º, 8.º e 9.º anos). Percentagem que coloca Cabo Verde entre as comunidades estrangeiras com maior índice de retenção em Portugal. Dados do Portal Infoescolas, que tem mais de 100 indicadores sobre o Ensino Básico e o Ensino Secundário e abrangem cerca de 1.175.000 alunos matriculados em mais de 5 mil estabelecimentos de ensino, públicos e privados.Chamada de capa igualmente para a Operação Aurora.Desde que a Polícia Judiciária tornou pública a Operação Aurora, o número de detidos subiu para 25, 18 dos quais em prisão preventiva. Do lado da protecção infantil, porém, o Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA) continua a acompanhar apenas uma vítima referenciada. A investigação, entretanto, coloca também sob foco a capacidade do sistema de protecção para identificar situações de risco, receber denúncias e encaminhar eventuais vítimas. Para a presidente do Conselho Directivo do ICCA, Denise Resende, “um caso desta dimensão obriga todo o sistema de protecção infantil a fazer uma reflexão séria”.Igualmente a merecer destaque estão os 100 dias de governo do PAICV e de Francisco Carvalho.O primeiro-ministro Francisco Carvalho defende que os primeiros 100 dias de Governo permitiram iniciar mudanças em áreas como água, habitação, educação, saúde e energia, mas reconhece que os problemas acumulados não podem ser resolvidos em poucos meses. O MpD faz uma leitura oposta e acusa o Executivo de “profunda desorganização e ausência de soluções”, apontando falhas na energia, aumento dos combustíveis, dificuldades na agricultura e pescas e incumprimento de compromissos eleitorais.Na Cultura o destaque vai para o lançamento do livro sobre o Dr. Baptista de Sousa.O coronel reformado do Exército Português, Adriano Lima, natural de São Vicente, resgatou, num livro, a memória do Dr. José Baptista de Sousa, que dá nome ao actual hospital de São Vicente. O livro José Baptista de Sousa – O Homem, o Médico e o Militar, de Adriano Lima, será apresentado esta sexta-feira, 9, no Centro Cultural do Mindelo, às 18h30. A apresentação da obra estará a cargo de Sousa Santos.A ler igualmente os artigos de opinião ‘Três últimas mudanças na Administração Pública de Cabo Verde’, da autoria de Emanuel Miranda e ‘Tempestades da desgraça e da bonança’ escrito por Mário Cardoso

Edição 1297

Desta vez o Expresso das Ilhas esteve a conversar com Antero Tavares, Gilson Alves e Loisito Tavares de Sousa.

Depois de cerca de 20 anos como magistrado, Antero Tavares candidata-se agora à Presidência da República. Diz responder a um “chamamento de Deus” e vê na política o espaço para agir de forma proactiva na definição das políticas públicas e nas reformas do Estado. Apresenta-se como candidato independente, imparcial e isento, numa altura que considera marcada pela concentração de poderes e por tensões institucionais. Defende uma Presidência como contraponto de estabilidade, assente na Constituição, na fiscalização rigorosa e no diálogo com os partidos e a sociedade. A justiça, o combate à corrupção, a modernização do Estado e a estabilidade institucional estão entre as suas prioridades.

Gilson Alves, por sua vez, defende uma profunda mudança do sistema político cabo-verdiano, com a transformação do regime num sistema presidencialista e a concentração de amplos poderes no chefe de Estado. Diz que a “segunda república” falhou, critica aquilo que considera ser a corrupção da Justiça e propõe um Presidente com poderes excepcionais para “reaver a justiça” que, na sua opinião, foi perdida.

Já Loisito Tavares de Sousa, 40 anos, professor há quase 20 anos, activista e fundador do Movimento Independente do Tarrafal, é o mais novo dos candidatos às presidenciais de 15 de Novembro. Chega à corrida com a intenção de “libertar” o poder presidencial das “amarras, principalmente as partidárias”, que, defende, comprometem a necessária equidistância entre os poderes. E quer aproximá-lo dos cidadãos e dos seus problemas reais.

Também em destaque está um estudo sobre o desempenho dos estudantes cabo-verdianos em Portugal.

Cerca de 40% dos alunos de nacionalidade cabo-verdiana reprovaram pelo menos uma vez ao longo do 3.º ciclo do ensino básico (7.º, 8.º e 9.º anos). Percentagem que coloca Cabo Verde entre as comunidades estrangeiras com maior índice de retenção em Portugal. Dados do Portal Infoescolas, que tem mais de 100 indicadores sobre o Ensino Básico e o Ensino Secundário e abrangem cerca de 1.175.000 alunos matriculados em mais de 5 mil estabelecimentos de ensino, públicos e privados.

Chamada de capa igualmente para a Operação Aurora.

Desde que a Polícia Judiciária tornou pública a Operação Aurora, o número de detidos subiu para 25, 18 dos quais em prisão preventiva. Do lado da protecção infantil, porém, o Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA) continua a acompanhar apenas uma vítima referenciada. A investigação, entretanto, coloca também sob foco a capacidade do sistema de protecção para identificar situações de risco, receber denúncias e encaminhar eventuais vítimas. Para a presidente do Conselho Directivo do ICCA, Denise Resende, “um caso desta dimensão obriga todo o sistema de protecção infantil a fazer uma reflexão séria”.

Igualmente a merecer destaque estão os 100 dias de governo do PAICV e de Francisco Carvalho.

O primeiro-ministro Francisco Carvalho defende que os primeiros 100 dias de Governo permitiram iniciar mudanças em áreas como água, habitação, educação, saúde e energia, mas reconhece que os problemas acumulados não podem ser resolvidos em poucos meses. O MpD faz uma leitura oposta e acusa o Executivo de “profunda desorganização e ausência de soluções”, apontando falhas na energia, aumento dos combustíveis, dificuldades na agricultura e pescas e incumprimento de compromissos eleitorais.

Na Cultura o destaque vai para o lançamento do livro sobre o Dr. Baptista de Sousa.

O coronel reformado do Exército Português, Adriano Lima, natural de São Vicente, resgatou, num livro, a memória do Dr. José Baptista de Sousa, que dá nome ao actual hospital de São Vicente. O livro José Baptista de Sousa – O Homem, o Médico e o Militar, de Adriano Lima, será apresentado esta sexta-feira, 9, no Centro Cultural do Mindelo, às 18h30. A apresentação da obra estará a cargo de Sousa Santos.

A ler igualmente os artigos de opinião ‘Três últimas mudanças na Administração Pública de Cabo Verde’, da autoria de Emanuel Miranda e ‘Tempestades da desgraça e da bonança’ escrito por Mário Cardoso