Havana pronta para analisar proposta de ajuda de Washington

"Estamos prontos para ouvir as características da proposta e a forma como esta seria concretizada", escreveu o ministro dos Negócios Estrangeiros cubano, Bruno Rodriguez, nas redes sociais."Mesmo tendo em conta a incongruência da aparente generosidade por parte de quem submete o povo cubano a um castigo coletivo através da guerra económica, o Governo cubano não tem por prática rejeitar a ajuda estrangeira que seja oferecida de boa-fé e com objetivos genuínos de cooperação, sejam eles bilaterais ou multilaterais", salientou."Esperamos que esteja isenta de manobras políticas e de tentativas de explorar a escassez e o sofrimento de um povo sitiado", alertou.Rodriguez adiantou não ser claro se esta ajuda é financeira ou material, nem se "será destinada às necessidades mais urgentes da população neste momento, tais como combustíveis, alimentos e medicamentos".Para o governante, a "melhor ajuda" que os Estados Unidos podem prestar ao povo cubano, "neste ou em qualquer outro momento, era atenuar as medidas do bloqueio energético, económico, comercial e financeiro, intensificado como nunca antes nos últimos meses, o que afeta gravemente todos os setores da economia e da sociedade cubanas".O anúncio do chefe da diplomacia cubana surgiu quando a ilha atravessa apagões generalizados, situação que se tem repetido ao longo dos últimos meses face ao embargo petrolífero que Washington impôs a Havana.Na quarta-feira, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, renovou a oferta dos Estados Unidos, na condição de que esta ajuda seja distribuída pela Igreja Católica, sem passar pelo Governo cubano.Os Estados Unidos anunciaram a disponibilidade de enviarem aquele montante em ajuda humanitária direta, "se o regime cubano assim o permitir", de acordo com um comunicado do Departamento de Estado norte-americano.Desde a captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, em janeiro, que Washington pressiona Cuba para abrir significativamente a economia e reformar o sistema político, aplicando novas sanções e multiplicando ameaças de intervenção militar.De entre as medidas impostas pelos Estados Unidos a Cuba, destaca-se o embargo petrolífero, que praticamente impediu a chegada de crude importado à ilha, a par da mais recente ronda de sanções, com medidas secundárias de natureza extraterritorial.Em 02 de maio, Trump afirmou, durante um comício na Florida, que ia assumir o controlo de Cuba "quase imediatamente", acrescentando que tal acontecerá assim que a guerra contra o Irão terminar.Foto: depositphotos

Havana pronta para analisar proposta de ajuda de Washington

"Estamos prontos para ouvir as características da proposta e a forma como esta seria concretizada", escreveu o ministro dos Negócios Estrangeiros cubano, Bruno Rodriguez, nas redes sociais.

"Mesmo tendo em conta a incongruência da aparente generosidade por parte de quem submete o povo cubano a um castigo coletivo através da guerra económica, o Governo cubano não tem por prática rejeitar a ajuda estrangeira que seja oferecida de boa-fé e com objetivos genuínos de cooperação, sejam eles bilaterais ou multilaterais", salientou.

"Esperamos que esteja isenta de manobras políticas e de tentativas de explorar a escassez e o sofrimento de um povo sitiado", alertou.

Rodriguez adiantou não ser claro se esta ajuda é financeira ou material, nem se "será destinada às necessidades mais urgentes da população neste momento, tais como combustíveis, alimentos e medicamentos".

Para o governante, a "melhor ajuda" que os Estados Unidos podem prestar ao povo cubano, "neste ou em qualquer outro momento, era atenuar as medidas do bloqueio energético, económico, comercial e financeiro, intensificado como nunca antes nos últimos meses, o que afeta gravemente todos os setores da economia e da sociedade cubanas".

O anúncio do chefe da diplomacia cubana surgiu quando a ilha atravessa apagões generalizados, situação que se tem repetido ao longo dos últimos meses face ao embargo petrolífero que Washington impôs a Havana.

Na quarta-feira, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, renovou a oferta dos Estados Unidos, na condição de que esta ajuda seja distribuída pela Igreja Católica, sem passar pelo Governo cubano.

Os Estados Unidos anunciaram a disponibilidade de enviarem aquele montante em ajuda humanitária direta, "se o regime cubano assim o permitir", de acordo com um comunicado do Departamento de Estado norte-americano.

Desde a captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, em janeiro, que Washington pressiona Cuba para abrir significativamente a economia e reformar o sistema político, aplicando novas sanções e multiplicando ameaças de intervenção militar.

De entre as medidas impostas pelos Estados Unidos a Cuba, destaca-se o embargo petrolífero, que praticamente impediu a chegada de crude importado à ilha, a par da mais recente ronda de sanções, com medidas secundárias de natureza extraterritorial.

Em 02 de maio, Trump afirmou, durante um comício na Florida, que ia assumir o controlo de Cuba "quase imediatamente", acrescentando que tal acontecerá assim que a guerra contra o Irão terminar.

Foto: depositphotos