Japão defende multilateralismo face à "situação internacional instável"

"Na atual situação internacional instável, é mais importante do que nunca que os países membros das Nações Unidas se unam em vez de se dividirem", afirmou Takaichi."Na atual situação internacional instável, é mais importante do que nunca que os países membros das Nações Unidas se unam em vez de se dividirem", afirmou Takaichi."O firme apoio do Japão ao multilateralismo, tendo as Nações Unidas como eixo central, é universal", acrescentou, citada pela agência de notícias espanhola EFE.Guterres congratulou-se com o apoio de Tóquio à ONU no momento em que se assinalam os 70 anos da admissão do Japão como Estado-membro, e definiu o arquipélago como um parceiro "generoso e fiável".O secretário-geral, cujo mandato termina em dezembro, defendeu também a necessidade de reformar a ONU para adaptar a organização ao mundo atual.Referiu em especial o Conselho de Segurança da ONU, cujos cinco membros permanentes (Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido) têm poder de veto face aos 10 membros rotativos."Um membro permanente pode iniciar uma guerra, violar o direito internacional e, depois, usar o veto para garantir a impunidade", criticou Guterres, numa clara alusão a Estados Unidos e Rússia, em guerra com Irão e Ucrânia, respetivamente.O antigo primeiro-ministro português está no Japão para participar na reunião do Conselho de Chefes Executivos do Sistema das Nações Unidas para a Coordenação (CEB, na sigla em inglês), que se realiza pela primeira vez na Ásia.A viagem coincide com o 70.º aniversário da entrada do Japão na ONU, uma ocasião que Guterres assinalou hoje com um discurso em Tóquio, em que elogiou a generosidade e o compromisso do arquipélago com o sistema multilateral.O Japão foi um dos países derrotados na Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e o único a sofrer um ataque com bombas nucleares, lançadas pelos Estados Unidos sobre Hiroxima e Nagasaki em agosto de 1945.Com sede em Nova Iorque, a ONU tem por base a Carta das Nações Unidas, assinada em 26 de junho de 1945, na cidade norte-americana de São Francisco, e que entrou em vigor em 24 de outubro do mesmo ano.No documento, os 51 países fundadores comprometeram-se "a salvar as gerações futuras do flagelo da guerra".Também afirmaram "a fé nos direitos humanos fundamentais, na dignidade e no valor da pessoa humana, na igualdade de direitos entre homens e mulheres e entre nações grandes e pequenas".A ONU conta atualmente 193 Estados-membros e dois Estados com o estatuto de observadores, o da Santa Sé e o da Palestina.Foto: depositphotos

Japão defende multilateralismo face à "situação internacional instável"

"Na atual situação internacional instável, é mais importante do que nunca que os países membros das Nações Unidas se unam em vez de se dividirem", afirmou Takaichi.

"Na atual situação internacional instável, é mais importante do que nunca que os países membros das Nações Unidas se unam em vez de se dividirem", afirmou Takaichi.

"O firme apoio do Japão ao multilateralismo, tendo as Nações Unidas como eixo central, é universal", acrescentou, citada pela agência de notícias espanhola EFE.

Guterres congratulou-se com o apoio de Tóquio à ONU no momento em que se assinalam os 70 anos da admissão do Japão como Estado-membro, e definiu o arquipélago como um parceiro "generoso e fiável".

O secretário-geral, cujo mandato termina em dezembro, defendeu também a necessidade de reformar a ONU para adaptar a organização ao mundo atual.

Referiu em especial o Conselho de Segurança da ONU, cujos cinco membros permanentes (Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido) têm poder de veto face aos 10 membros rotativos.

"Um membro permanente pode iniciar uma guerra, violar o direito internacional e, depois, usar o veto para garantir a impunidade", criticou Guterres, numa clara alusão a Estados Unidos e Rússia, em guerra com Irão e Ucrânia, respetivamente.

O antigo primeiro-ministro português está no Japão para participar na reunião do Conselho de Chefes Executivos do Sistema das Nações Unidas para a Coordenação (CEB, na sigla em inglês), que se realiza pela primeira vez na Ásia.

A viagem coincide com o 70.º aniversário da entrada do Japão na ONU, uma ocasião que Guterres assinalou hoje com um discurso em Tóquio, em que elogiou a generosidade e o compromisso do arquipélago com o sistema multilateral.

O Japão foi um dos países derrotados na Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e o único a sofrer um ataque com bombas nucleares, lançadas pelos Estados Unidos sobre Hiroxima e Nagasaki em agosto de 1945.

Com sede em Nova Iorque, a ONU tem por base a Carta das Nações Unidas, assinada em 26 de junho de 1945, na cidade norte-americana de São Francisco, e que entrou em vigor em 24 de outubro do mesmo ano.

No documento, os 51 países fundadores comprometeram-se "a salvar as gerações futuras do flagelo da guerra".

Também afirmaram "a fé nos direitos humanos fundamentais, na dignidade e no valor da pessoa humana, na igualdade de direitos entre homens e mulheres e entre nações grandes e pequenas".

A ONU conta atualmente 193 Estados-membros e dois Estados com o estatuto de observadores, o da Santa Sé e o da Palestina.

Foto: depositphotos