OMS admite possibilidade de novos casos de hantavírus no navio e destaca papel de Cabo Verde na gestão da emergência
Durante uma conferência de imprensa via zoom sobre o ponto de situação, o director-geral da Organização Mundial da Saúde (OM)S, Tedros Adhanom Ghebreyesus, sublinhou que o período de incubação do vírus pode prolongar-se por várias semanas, o que exige vigilância contínua.“Dado o período de incubação do vírus Andes, que pode durar até seis semanas, é possível que mais casos sejam reportados”, afirmou.Apesar desse alerta, Tedros reiterou que a OMS mantém uma avaliação de risco baixo para a população em geral, sublinhando que a situação está a ser acompanhada de forma rigorosa em coordenação com vários países.O responsável máximo da OMS sublinhou ainda o papel de Cabo Verde na resposta e gestão da emergência sanitária, nomeadamente na evacuação de passageiros com sintomas.“Gostaria de agradecer ao primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva, de Cabo Verde, pelo apoio na facilitação da evacuação destes três pacientes, com base no nosso pedido”, declarou.Segundo explicou, médicos cabo-verdianos estiveram envolvidos na identificação de casos suspeitos e na articulação com a OMS para garantir o encaminhamento clínico de passageiros afectados.Tedros Adhanom Ghebreyesus acrescentou ainda que a cooperação internacional tem sido “fundamental” para conter a evolução do surto e proteger os restantes passageiros a bordo do navio.“Estamos a trabalhar com vários governos e parceiros para garantir cuidados aos pacientes, proteger a segurança e a dignidade dos passageiros e evitar a propagação do vírus”, afirmou.A OMS confirmou que o surto envolve oito casos associados ao navio, dos quais cinco foram confirmados como infecção pelo vírus Andes, uma variante do hantavírus capaz de transmissão limitada entre humanos.O navio cruzeiro MV Hondius encontrava-se ancorado ao largo da cidade da Praia desde 03 de Maio, após a detecção de um surto de hantavírus, tendo as autoridades cabo-verdianas oferecido assistência médica mas impediu a atracação por razões de saúde pública.O cruzeiro visitou a península Antártica, a Geórgia do Sul e Tristão da Cunha – algumas das ilhas mais remotas do planeta.Como medida de precaução, os passageiros foram instruídos para permanecerem nas respectivas cabines sempre que possível, disse ainda a OMS, acrescentando que o período de incubação pode durar várias semanas, o que significa que algumas pessoas podem ainda não apresentar sintomas.Esta quarta-feira, 06, o cruzeiro MV Hondius deixou o Porto da Praia com destino a Tenerife, após cumprir todos os protocolos sanitários, com 144 passageiros assintomáticos a bordo, acompanhados por equipa médica.As autoridades sanitárias internacionais continuam a monitorizar os passageiros e a implementar medidas de isolamento e desinfecção a bordo, enquanto o navio segue sob acompanhamento em direcção às ilhas Canárias.
Durante uma conferência de imprensa via zoom sobre o ponto de situação, o director-geral da Organização Mundial da Saúde (OM)S, Tedros Adhanom Ghebreyesus, sublinhou que o período de incubação do vírus pode prolongar-se por várias semanas, o que exige vigilância contínua.
“Dado o período de incubação do vírus Andes, que pode durar até seis semanas, é possível que mais casos sejam reportados”, afirmou.
Apesar desse alerta, Tedros reiterou que a OMS mantém uma avaliação de risco baixo para a população em geral, sublinhando que a situação está a ser acompanhada de forma rigorosa em coordenação com vários países.
O responsável máximo da OMS sublinhou ainda o papel de Cabo Verde na resposta e gestão da emergência sanitária, nomeadamente na evacuação de passageiros com sintomas.
“Gostaria de agradecer ao primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva, de Cabo Verde, pelo apoio na facilitação da evacuação destes três pacientes, com base no nosso pedido”, declarou.
Segundo explicou, médicos cabo-verdianos estiveram envolvidos na identificação de casos suspeitos e na articulação com a OMS para garantir o encaminhamento clínico de passageiros afectados.
Tedros Adhanom Ghebreyesus acrescentou ainda que a cooperação internacional tem sido “fundamental” para conter a evolução do surto e proteger os restantes passageiros a bordo do navio.
“Estamos a trabalhar com vários governos e parceiros para garantir cuidados aos pacientes, proteger a segurança e a dignidade dos passageiros e evitar a propagação do vírus”, afirmou.
A OMS confirmou que o surto envolve oito casos associados ao navio, dos quais cinco foram confirmados como infecção pelo vírus Andes, uma variante do hantavírus capaz de transmissão limitada entre humanos.
O navio cruzeiro MV Hondius encontrava-se ancorado ao largo da cidade da Praia desde 03 de Maio, após a detecção de um surto de hantavírus, tendo as autoridades cabo-verdianas oferecido assistência médica mas impediu a atracação por razões de saúde pública.
O cruzeiro visitou a península Antártica, a Geórgia do Sul e Tristão da Cunha – algumas das ilhas mais remotas do planeta.
Como medida de precaução, os passageiros foram instruídos para permanecerem nas respectivas cabines sempre que possível, disse ainda a OMS, acrescentando que o período de incubação pode durar várias semanas, o que significa que algumas pessoas podem ainda não apresentar sintomas.
Esta quarta-feira, 06, o cruzeiro MV Hondius deixou o Porto da Praia com destino a Tenerife, após cumprir todos os protocolos sanitários, com 144 passageiros assintomáticos a bordo, acompanhados por equipa médica.
As autoridades sanitárias internacionais continuam a monitorizar os passageiros e a implementar medidas de isolamento e desinfecção a bordo, enquanto o navio segue sob acompanhamento em direcção às ilhas Canárias.