ONU aprova resolução para corrigir distorções dos mapas mundiais

Intitulada “Corrija o mapa”, a resolução pretende combater distorções presentes na representação cartográfica mundial, sobretudo as associadas à projecção de Mercator, utilizada desde o século XVI.A projecção de Mercator foi criada para facilitar a navegação, mas aumenta visualmente a dimensão das regiões situadas junto aos pólos. Como consequência, territórios de África, América Latina e Sul da Ásia aparecem proporcionalmente menores do que são na realidade.Segundo a resolução, esta representação contribui para perpetuar uma visão desequilibrada do mundo.A iniciativa defende, por isso, uma cartografia que permita uma percepção mais rigorosa das dimensões dos continentes.A resolução apoia a utilização do modelo “Terra Igual”, uma projecção que procura representar de forma mais proporcional as dimensões reais dos continentes, com particular destaque para África.A União Africana já adoptou este modelo, e a resolução aprovada pela Assembleia Geral encoraja governos, organizações internacionais e outras entidades a considerarem a sua utilização.Antes da votação, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Togo, Robert Dussey, país que lidera a iniciativa, afirmou que a decisão representa uma defesa da “verdade científica” e da igualdade na representação dos povos.Para o governante, a questão vai além da alteração de um mapa, “trata-se de corrigir a forma como o mundo é percepcionado”A resolução, apoiada pela União Africana, considera que os mapas desempenham um papel importante na educação, na ciência e na cultura, contribuindo para moldar a percepção do mundo e o imaginário colectivo.O documento sustenta que as distorções cartográficas podem ter impactos educativos, culturais, geopolíticos e socioeconómicos e defende que a sua correcção pode contribuir para o reconhecimento, a justiça e o desenvolvimento.A iniciativa está também alinhada com o Pacto para o Futuro, adoptado pelos Estados-membros da ONU em 2024, que estabelece o compromisso de combater desigualdades históricas e estruturais.

ONU aprova resolução para corrigir distorções dos mapas mundiais

Intitulada “Corrija o mapa”, a resolução pretende combater distorções presentes na representação cartográfica mundial, sobretudo as associadas à projecção de Mercator, utilizada desde o século XVI.

A projecção de Mercator foi criada para facilitar a navegação, mas aumenta visualmente a dimensão das regiões situadas junto aos pólos. Como consequência, territórios de África, América Latina e Sul da Ásia aparecem proporcionalmente menores do que são na realidade.

Segundo a resolução, esta representação contribui para perpetuar uma visão desequilibrada do mundo.

A iniciativa defende, por isso, uma cartografia que permita uma percepção mais rigorosa das dimensões dos continentes.

A resolução apoia a utilização do modelo “Terra Igual”, uma projecção que procura representar de forma mais proporcional as dimensões reais dos continentes, com particular destaque para África.

A União Africana já adoptou este modelo, e a resolução aprovada pela Assembleia Geral encoraja governos, organizações internacionais e outras entidades a considerarem a sua utilização.

Antes da votação, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Togo, Robert Dussey, país que lidera a iniciativa, afirmou que a decisão representa uma defesa da “verdade científica” e da igualdade na representação dos povos.

Para o governante, a questão vai além da alteração de um mapa, “trata-se de corrigir a forma como o mundo é percepcionado”

A resolução, apoiada pela União Africana, considera que os mapas desempenham um papel importante na educação, na ciência e na cultura, contribuindo para moldar a percepção do mundo e o imaginário colectivo.

O documento sustenta que as distorções cartográficas podem ter impactos educativos, culturais, geopolíticos e socioeconómicos e defende que a sua correcção pode contribuir para o reconhecimento, a justiça e o desenvolvimento.

A iniciativa está também alinhada com o Pacto para o Futuro, adoptado pelos Estados-membros da ONU em 2024, que estabelece o compromisso de combater desigualdades históricas e estruturais.