PJ investiga esquema de burlas através de páginas falsas de vendas nas redes sociais
Segundo a PJ, a prática criminosa está a ser investigada pela Brigada Central de Investigação e Combate ao Cibercrime e Terrorismo (BCICCT), na sequência de várias denúncias e do número crescente de vítimas registadas em diferentes ilhas do país.De acordo com as autoridades, algumas das páginas já identificadas no âmbito deste esquema fraudulento utilizam designações como “Móveis Krioulo” e “Móveis de Nós Terra”, entre outras.Num comunicado , a PJ explicou que os burladores criam páginas falsas de vendas online, onde anunciam viaturas, móveis, electrodomésticos, telemóveis, computadores, tablets e outros produtos a preços considerados extremamente atractivos, com o objectivo de captar compradores.Após o primeiro contacto, os suspeitos fornecem informações detalhadas sobre os produtos, transmitindo uma aparência de profissionalismo e credibilidade para conquistar a confiança das vítimas.Numa segunda fase do esquema, segundo a PJ, os burladores exigem o pagamento antecipado de 50 por cento do valor do produto, alegando tratar-se de uma garantia de reserva, ficando o restante montante para ser pago no acto da entrega.Depois de efectuadas as transferências bancárias, os suspeitos começam a apresentar sucessivos adiamentos e justificações relacionadas com alegados problemas de transporte inter-ilhas, documentação de embarque ou outros constrangimentos logísticos, acabando posteriormente por deixar de responder às vítimas e bloquear todos os canais de contacto.A PJ indicou que muitas vítimas só se apercebem da burla depois de perderem o dinheiro transferido sem receberem os produtos adquiridos.O comunicado alerta ainda para outra vertente do esquema, relacionada com falsas ofertas de emprego na “área financeira”, divulgadas através destas páginas fraudulentas. Segundo a investigação, os criminosos recrutam pessoas para supostas funções financeiras associadas às falsas empresas de venda online, pedindo-lhes que disponibilizem dados bancários e recebam transferências nas suas contas para posterior reenvio através de serviços como Western Union ou MoneyGram.A PJ explicou que estas pessoas acabam igualmente por ser vítimas do esquema, sendo utilizadas pelos burladores para dificultar a identificação dos verdadeiros responsáveis pelas burlas.A instituição revelou também que os autores destas práticas têm recorrido à clonagem de páginas legítimas de venda online, utilizando imagens, nomes e conteúdos semelhantes aos das empresas verdadeiras, aumentando assim a aparência de autenticidade das páginas fraudulentas.Perante o aumento deste tipo de criminalidade, a Polícia Judiciária de Cabo Verde recomendou à população que desconfie de preços excessivamente baixos, evite pagamentos antecipados sem garantias seguras, confirme a autenticidade das páginas e vendedores e não disponibilize contas bancárias a terceiros para movimentação de dinheiro.A PJ apelou ainda à denúncia imediata de situações suspeitas através da linha gratuita 134 e garantiu que continua a trabalhar activamente na investigação destes casos, reforçando o apelo à prudência e vigilância nas compras realizadas através das plataformas digitais.
Segundo a PJ, a prática criminosa está a ser investigada pela Brigada Central de Investigação e Combate ao Cibercrime e Terrorismo (BCICCT), na sequência de várias denúncias e do número crescente de vítimas registadas em diferentes ilhas do país.
De acordo com as autoridades, algumas das páginas já identificadas no âmbito deste esquema fraudulento utilizam designações como “Móveis Krioulo” e “Móveis de Nós Terra”, entre outras.
Num comunicado , a PJ explicou que os burladores criam páginas falsas de vendas online, onde anunciam viaturas, móveis, electrodomésticos, telemóveis, computadores, tablets e outros produtos a preços considerados extremamente atractivos, com o objectivo de captar compradores.
Após o primeiro contacto, os suspeitos fornecem informações detalhadas sobre os produtos, transmitindo uma aparência de profissionalismo e credibilidade para conquistar a confiança das vítimas.
Numa segunda fase do esquema, segundo a PJ, os burladores exigem o pagamento antecipado de 50 por cento do valor do produto, alegando tratar-se de uma garantia de reserva, ficando o restante montante para ser pago no acto da entrega.
Depois de efectuadas as transferências bancárias, os suspeitos começam a apresentar sucessivos adiamentos e justificações relacionadas com alegados problemas de transporte inter-ilhas, documentação de embarque ou outros constrangimentos logísticos, acabando posteriormente por deixar de responder às vítimas e bloquear todos os canais de contacto.
A PJ indicou que muitas vítimas só se apercebem da burla depois de perderem o dinheiro transferido sem receberem os produtos adquiridos.
O comunicado alerta ainda para outra vertente do esquema, relacionada com falsas ofertas de emprego na “área financeira”, divulgadas através destas páginas fraudulentas. Segundo a investigação, os criminosos recrutam pessoas para supostas funções financeiras associadas às falsas empresas de venda online, pedindo-lhes que disponibilizem dados bancários e recebam transferências nas suas contas para posterior reenvio através de serviços como Western Union ou MoneyGram.
A PJ explicou que estas pessoas acabam igualmente por ser vítimas do esquema, sendo utilizadas pelos burladores para dificultar a identificação dos verdadeiros responsáveis pelas burlas.
A instituição revelou também que os autores destas práticas têm recorrido à clonagem de páginas legítimas de venda online, utilizando imagens, nomes e conteúdos semelhantes aos das empresas verdadeiras, aumentando assim a aparência de autenticidade das páginas fraudulentas.
Perante o aumento deste tipo de criminalidade, a Polícia Judiciária de Cabo Verde recomendou à população que desconfie de preços excessivamente baixos, evite pagamentos antecipados sem garantias seguras, confirme a autenticidade das páginas e vendedores e não disponibilize contas bancárias a terceiros para movimentação de dinheiro.
A PJ apelou ainda à denúncia imediata de situações suspeitas através da linha gratuita 134 e garantiu que continua a trabalhar activamente na investigação destes casos, reforçando o apelo à prudência e vigilância nas compras realizadas através das plataformas digitais.