Porto de Cruzeiros factura cerca de 20 mil contos no primeiro ano de actividade – ENAPOR

A informação foi avançada hoje, em entrevista à Inforpress, pela administradora-delegada do Porto de Cruzeiros, Sónia Santos, no balanço do primeiro ano de funcionamento da infraestrutura, inaugurada a 21 de Junho de 2025 e que iniciou operações a 30 de Setembro, coincidindo com o arranque da temporada de cruzeiros.Segundo esta responsável, o balanço do primeiro ano é “bastante positivo”, uma vez que os resultados alcançados “ultrapassaram as expectativas”, quer ao nível do número de escalas, quer da organização das operações e dos serviços prestados aos navios.“O feedback que temos recebido, tanto das companhias como dos passageiros, é que o Porto [de Cruzeiros do Mindelo] é um dos postos mais bem organizados que visitaram, também por causa da condição da ilha e por ser um porto que abraça a cidade, fica mais fácil organizar as excursões”, afirmou.Segundo Sonia Santos, durante a temporada de cruzeiros, registou-se 80 escalas de navios de cruzeiros em São Vicente, das quais 73 foram recebidas e processadas no Porto de Cruzeiros do Mindelo.As restantes setes, explicou, ocorreram no Porto Grande, devido à necessidade de abastecimento de combustível por pipeline, serviço ainda indisponível no terminal de cruzeiros.Conforme Sónia Santos, as 73 escalas permitiram receber 51.021 passageiros e navios de diferentes segmentos, desde embarcações de expedição e de luxo até grandes navios de companhias como a MSC e a TUI Cruises.“Ao longo da temporada não recebemos qualquer reclamação das companhias de cruzeiro. Pelo contrário, o feedback tem sido muito positivo, tanto das companhias como dos passageiros, que destacam a organização das operações e das excursões”, afirmou.Conforme a mesma fonte, verificou-se também um aumento do número de turistas dando continuidade à “tendência crescente” que tem sido verificado ao longo dos anos.Mas, ressaltou, ter um porto dedicado para o serviço fez com que atingissem um nível que é expectável em relação a este tipo de negócio, porque agora conseguem receber diferentes tipos de navios e conferir aos passageiros e aos tripulantes maior comodidade e segurança.No plano financeiro, explicou que os cerca de 20 mil contos facturados correspondem exclusivamente às receitas geradas pelo Porto de Cruzeiros do Mindelo, através dos diversos serviços portuários prestados durante a temporada.Entre esses serviços constam acostagem, amarração, pilotagem e reboque e abastecimento de água, entre outros.Relativamente à estatística dos serviços prestados, revelou que 25 escalas solicitaram abastecimento de combustível, efectuado em parceria com a Enacol e a Vivo Energy, enquanto 56 recorreram ao serviço de recolha de resíduos sólidos. O abastecimento de água foi realizado em 22 escalas e o fornecimento de provisões aos navios ocorreu em 15 escalas.A administradora-delegada destacou igualmente a utilização do terminal como ‘home port’ (porto de base) pelo navio Le Ponant, que durante cerca de dois meses realizou operações semanais de embarque e desembarque de passageiros que chegavam a São Vicente por via aérea para prosseguirem viagem de cruzeiro.Segundo a responsável, esta operação demonstra a capacidade da infraestrutura para acolher diferentes segmentos do mercado de cruzeiros e realizar operações de maior complexidade.O Porto de Cruzeiros do Mindelo foi construído fruto de um investimento superior a 32 milhões de euros, com financiamento do Governo, OPEC Fund e Invest International (ORIO).De acordo com a Enapor, o porto possui um cais de 400 metros de comprimento, 20 de largura, e profundidades que variam entre os 11 metros, do lado Norte, e 9,5, do lado Sul, estando apto a receber cerca de 90 por cento (%) da frota mundial de navios de cruzeiro.Adiantou ainda que a infraestrutura permite a atracação simultânea de dois navios de cruzeiro de até 350 metros, com capacidade total para até 6.000 passageiros.

Porto de Cruzeiros factura cerca de 20 mil contos no primeiro ano de actividade – ENAPOR

A informação foi avançada hoje, em entrevista à Inforpress, pela administradora-delegada do Porto de Cruzeiros, Sónia Santos, no balanço do primeiro ano de funcionamento da infraestrutura, inaugurada a 21 de Junho de 2025 e que iniciou operações a 30 de Setembro, coincidindo com o arranque da temporada de cruzeiros.

Segundo esta responsável, o balanço do primeiro ano é “bastante positivo”, uma vez que os resultados alcançados “ultrapassaram as expectativas”, quer ao nível do número de escalas, quer da organização das operações e dos serviços prestados aos navios.

“O feedback que temos recebido, tanto das companhias como dos passageiros, é que o Porto [de Cruzeiros do Mindelo] é um dos postos mais bem organizados que visitaram, também por causa da condição da ilha e por ser um porto que abraça a cidade, fica mais fácil organizar as excursões”, afirmou.

Segundo Sonia Santos, durante a temporada de cruzeiros, registou-se 80 escalas de navios de cruzeiros em São Vicente, das quais 73 foram recebidas e processadas no Porto de Cruzeiros do Mindelo.

As restantes setes, explicou, ocorreram no Porto Grande, devido à necessidade de abastecimento de combustível por pipeline, serviço ainda indisponível no terminal de cruzeiros.

Conforme Sónia Santos, as 73 escalas permitiram receber 51.021 passageiros e navios de diferentes segmentos, desde embarcações de expedição e de luxo até grandes navios de companhias como a MSC e a TUI Cruises.

“Ao longo da temporada não recebemos qualquer reclamação das companhias de cruzeiro. Pelo contrário, o feedback tem sido muito positivo, tanto das companhias como dos passageiros, que destacam a organização das operações e das excursões”, afirmou.

Conforme a mesma fonte, verificou-se também um aumento do número de turistas dando continuidade à “tendência crescente” que tem sido verificado ao longo dos anos.

Mas, ressaltou, ter um porto dedicado para o serviço fez com que atingissem um nível que é expectável em relação a este tipo de negócio, porque agora conseguem receber diferentes tipos de navios e conferir aos passageiros e aos tripulantes maior comodidade e segurança.

No plano financeiro, explicou que os cerca de 20 mil contos facturados correspondem exclusivamente às receitas geradas pelo Porto de Cruzeiros do Mindelo, através dos diversos serviços portuários prestados durante a temporada.

Entre esses serviços constam acostagem, amarração, pilotagem e reboque e abastecimento de água, entre outros.

Relativamente à estatística dos serviços prestados, revelou que 25 escalas solicitaram abastecimento de combustível, efectuado em parceria com a Enacol e a Vivo Energy, enquanto 56 recorreram ao serviço de recolha de resíduos sólidos.

O abastecimento de água foi realizado em 22 escalas e o fornecimento de provisões aos navios ocorreu em 15 escalas.

A administradora-delegada destacou igualmente a utilização do terminal como ‘home port’ (porto de base) pelo navio Le Ponant, que durante cerca de dois meses realizou operações semanais de embarque e desembarque de passageiros que chegavam a São Vicente por via aérea para prosseguirem viagem de cruzeiro.

Segundo a responsável, esta operação demonstra a capacidade da infraestrutura para acolher diferentes segmentos do mercado de cruzeiros e realizar operações de maior complexidade.

O Porto de Cruzeiros do Mindelo foi construído fruto de um investimento superior a 32 milhões de euros, com financiamento do Governo, OPEC Fund e Invest International (ORIO).

De acordo com a Enapor, o porto possui um cais de 400 metros de comprimento, 20 de largura, e profundidades que variam entre os 11 metros, do lado Norte, e 9,5, do lado Sul, estando apto a receber cerca de 90 por cento (%) da frota mundial de navios de cruzeiro.

Adiantou ainda que a infraestrutura permite a atracação simultânea de dois navios de cruzeiro de até 350 metros, com capacidade total para até 6.000 passageiros.