Presidente português quer uma CPLP mais influente nas decisões globais e próxima das novas gerações
“Devemos olhar para o futuro com confiança e ser ambiciosos no desígnio de construir uma verdadeira comunidade de cidadãos lusófonos, sendo fundamental a aproximação das novas gerações”, afirmou durante a sessão solene de boas-vindas realizada na Assembleia Nacional.O chefe de Estado português considerou que, apesar dos desafios que a comunidade enfrenta, existe um percurso de crescimento que deve ser valorizado.“Apesar dos desafios actuais, devemos orgulhar-nos do caminho percorrido pela CPLP desde 1990”, afirmou. Como exemplo, citou que essa trajectória foi marcada por um constante crescimento, tanto nas áreas de intervenção como na capacidade de atracção internacional da organização.Para António José Seguro, a língua portuguesa representa um dos principais activos da comunidade e deve continuar a ser promovida em diferentes geografias.Para o Presidente português, a CPLP dispõe de conhecimento e experiência em sectores onde pode assumir uma posição de maior relevância mundial, nomeadamente na área dos oceanos e da economia azul, temas considerados estratégicos para Portugal e Cabo Verde.Segundo António José Seguro, o envolvimento conjunto dos dois países na 5.ª Conferência da Década do Oceano, que decorrerá nos próximos dias na ilha da Boa Vista, representa um sinal do compromisso dos dois Estados com esta área de cooperação.No actual contexto geopolítico, o Presidente português entende que a CPLP pode desempenhar uma função estratégica na promoção de valores comuns.“A CPLP constitui um activo estratégico e poderá assumir um papel mais preponderante nas dinâmicas internacionais”, declarou.Nesse sentido, apontou a defesa da paz, da democracia, do Estado de Direito, dos direitos humanos, do desenvolvimento e da justiça social como princípios fundamentais da organização.António José Seguro defendeu também uma maior intervenção da comunidade lusófona na defesa do multilateralismo, num momento marcado por tensões internacionais e por desafios à cooperação entre Estados.“É importante uma defesa activa do multilateralismo em prol da paz, do diálogo, do respeito pelos direitos humanos, da solidariedade entre os povos e de uma ordem internacional baseada em regras”, afirmou.O chefe de Estado português lembrou ainda o apoio dado por Cabo Verde e pelos restantes países da CPLP à candidatura portuguesa ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, garantindo que Portugal pretende trabalhar em conjunto com os seus parceiros para tornar aquele órgão mais eficaz, mais representativo e mais humano”.“Estamos muito gratos pelo apoio activo de Cabo Verde e dos nossos países irmãos da CPLP à campanha de Portugal para essa eleição e trabalharemos juntos por um Conselho de Segurança mais eficaz, mais representativo e mais humano”, declarou.António José Seguro também se referiu à trajectória democrática de Cabo Verde, país que classificou como um exemplo de estabilidade política e institucional e atribuiu parte dessa consolidação democrática ao trabalho da Assembleia Nacional, enquanto espaço de representação popular e de debate político.“Essa consolidação democrática muito deve ao trabalho desta Casa, onde se faz ouvir a voz do povo através dos seus representantes eleitos e onde se confrontam as ideias sobre os caminhos a escolher para o país”, disse.Também apelou à preservação dos valores democráticos. “Não podemos dar por garantidos os valores democráticos. É preciso defendê-los…nunca deixem de cuidar da notável democracia cabo-verdiana”, apelou aos deputados.António José Seguro abordou igualmente a relação bilateral entre Portugal e Cabo Verde. Conforme indicou, vivem em Portugal mais de 76 mil cidadãos cabo-verdianos e os registos consulares apontam para mais de 20 mil cidadãos portugueses e luso-cabo-verdianos em Cabo Verde.Para António José Seguro, estas comunidades representam uma imensa riqueza partilhada, por reforçarem não apenas as relações humanas, mas também os intercâmbios culturais e económicos.“A amizade é o alicerce das relações bilaterais entre Portugal e Cabo Verde”, declarou.O chefe de Estado português referiu ainda a realização da sétima Cimeira Bilateral, em Lisboa, em Janeiro de 2025, onde foram assinados 30 instrumentos bilaterais em diferentes áreas governativas.No domínio económico, apontou a transição digital, a transição energética e a economia do mar como sectores onde os dois países podem aprofundar oportunidades de cooperação.Aliás, referiu, Portugal e Cabo Verde são importantes parceiros a nível do comércio, investimento e fluxos de turismo, e existem novas possibilidades a explorar numa relação que considerou mutuamente vantajosa.A segurança marítima foi outro dos temas abordados pelo Presidente português, que associou a presença da Fragata Bartolomeu Dias no Porto da Praia à cooperação existente no sector da defesa e ao reconhecimento da posição estratégica de Cabo Verde entre a Europa, África e o Atlântico.António José Seguro reiterou que a sua visita de Estado representa a importância que Por
“Devemos olhar para o futuro com confiança e ser ambiciosos no desígnio de construir uma verdadeira comunidade de cidadãos lusófonos, sendo fundamental a aproximação das novas gerações”, afirmou durante a sessão solene de boas-vindas realizada na Assembleia Nacional.
O chefe de Estado português considerou que, apesar dos desafios que a comunidade enfrenta, existe um percurso de crescimento que deve ser valorizado.
“Apesar dos desafios actuais, devemos orgulhar-nos do caminho percorrido pela CPLP desde 1990”, afirmou. Como exemplo, citou que essa trajectória foi marcada por um constante crescimento, tanto nas áreas de intervenção como na capacidade de atracção internacional da organização.
Para António José Seguro, a língua portuguesa representa um dos principais activos da comunidade e deve continuar a ser promovida em diferentes geografias.
Para o Presidente português, a CPLP dispõe de conhecimento e experiência em sectores onde pode assumir uma posição de maior relevância mundial, nomeadamente na área dos oceanos e da economia azul, temas considerados estratégicos para Portugal e Cabo Verde.
Segundo António José Seguro, o envolvimento conjunto dos dois países na 5.ª Conferência da Década do Oceano, que decorrerá nos próximos dias na ilha da Boa Vista, representa um sinal do compromisso dos dois Estados com esta área de cooperação.
No actual contexto geopolítico, o Presidente português entende que a CPLP pode desempenhar uma função estratégica na promoção de valores comuns.
“A CPLP constitui um activo estratégico e poderá assumir um papel mais preponderante nas dinâmicas internacionais”, declarou.
Nesse sentido, apontou a defesa da paz, da democracia, do Estado de Direito, dos direitos humanos, do desenvolvimento e da justiça social como princípios fundamentais da organização.
António José Seguro defendeu também uma maior intervenção da comunidade lusófona na defesa do multilateralismo, num momento marcado por tensões internacionais e por desafios à cooperação entre Estados.
“É importante uma defesa activa do multilateralismo em prol da paz, do diálogo, do respeito pelos direitos humanos, da solidariedade entre os povos e de uma ordem internacional baseada em regras”, afirmou.
O chefe de Estado português lembrou ainda o apoio dado por Cabo Verde e pelos restantes países da CPLP à candidatura portuguesa ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, garantindo que Portugal pretende trabalhar em conjunto com os seus parceiros para tornar aquele órgão mais eficaz, mais representativo e mais humano”.
“Estamos muito gratos pelo apoio activo de Cabo Verde e dos nossos países irmãos da CPLP à campanha de Portugal para essa eleição e trabalharemos juntos por um Conselho de Segurança mais eficaz, mais representativo e mais humano”, declarou.
António José Seguro também se referiu à trajectória democrática de Cabo Verde, país que classificou como um exemplo de estabilidade política e institucional e atribuiu parte dessa consolidação democrática ao trabalho da Assembleia Nacional, enquanto espaço de representação popular e de debate político.
“Essa consolidação democrática muito deve ao trabalho desta Casa, onde se faz ouvir a voz do povo através dos seus representantes eleitos e onde se confrontam as ideias sobre os caminhos a escolher para o país”, disse.
Também apelou à preservação dos valores democráticos. “Não podemos dar por garantidos os valores democráticos. É preciso defendê-los…nunca deixem de cuidar da notável democracia cabo-verdiana”, apelou aos deputados.
António José Seguro abordou igualmente a relação bilateral entre Portugal e Cabo Verde. Conforme indicou, vivem em Portugal mais de 76 mil cidadãos cabo-verdianos e os registos consulares apontam para mais de 20 mil cidadãos portugueses e luso-cabo-verdianos em Cabo Verde.
Para António José Seguro, estas comunidades representam uma imensa riqueza partilhada, por reforçarem não apenas as relações humanas, mas também os intercâmbios culturais e económicos.
“A amizade é o alicerce das relações bilaterais entre Portugal e Cabo Verde”, declarou.
O chefe de Estado português referiu ainda a realização da sétima Cimeira Bilateral, em Lisboa, em Janeiro de 2025, onde foram assinados 30 instrumentos bilaterais em diferentes áreas governativas.
No domínio económico, apontou a transição digital, a transição energética e a economia do mar como sectores onde os dois países podem aprofundar oportunidades de cooperação.
Aliás, referiu, Portugal e Cabo Verde são importantes parceiros a nível do comércio, investimento e fluxos de turismo, e existem novas possibilidades a explorar numa relação que considerou mutuamente vantajosa.
A segurança marítima foi outro dos temas abordados pelo Presidente português, que associou a presença da Fragata Bartolomeu Dias no Porto da Praia à cooperação existente no sector da defesa e ao reconhecimento da posição estratégica de Cabo Verde entre a Europa, África e o Atlântico.
António José Seguro reiterou que a sua visita de Estado representa a importância que Portugal atribui às relações de amizade e cooperação com Cabo Verde, com o objectivo de aprofundar projectos comuns e aproximar os dois povos.
“O oceano tem um potencial enorme para nos unir cada vez mais e para diversificarmos os projectos da nossa cooperação”, afirmou.
