São Vicente: Ministro defende urgência de investimentos na Cabnave para "reforçar economia marítima"
João do Carmo falava à imprensa após a sua primeira visita oficial aos Estaleiros Navais de Cabo Verde (Cabnave), escolhidos como a primeira deslocação ao terreno, com disse, devido à “importância estratégica da empresa” para o sector marítimo.Segundo a mesma fonte, a principal preocupação prende-se com a rampa do estaleiro, que, conforme afirmou, está actualmente a funcionar com menos de 50% da capacidade para que foi projectada.“Há navios em Cabo Verde que estão acima da capacidade que neste momento a rampa consegue receber, o que constitui uma urgência de investimento na Cabnave principalmente nesta infraestrutura, mesmo que esse investimento seja faseado”, declarou.O ministro assegurou que o Governo vai mobilizar esforços, juntamente com os seus parceiros, para iniciar as obras de recuperação da rampa, pois, sintetizou, a empresa deve recuperar a capacidade que possuía aquando da sua construção.“O Governo vai fazer um grande esforço para que este estaleiro recupere a sua força. Sabemos da sua importância para a ilha, para a economia marítima e para os armadores”, afirmou.O governante sublinhou ainda que os armadores nacionais enfrentam dificuldades para recorrer a estaleiros no estrangeiro, nomeadamente nas Canárias ou no Senegal, pelo que considerou ser “obrigação do Estado garantir condições para que a Cabnave responda às necessidades do mercado nacional”.Durante a visita, o governante acusou ainda o anterior executivo de ter descurado o estaleiro durante a última década.“Nós vimos claramente que esta empresa foi esquecida durante dez anos. Foi um esquecimento resultante de sonhos de outros investimentos na zona de Saragaça, enquanto a realidade está aqui, numa empresa que presta serviços diariamente aos armadores nacionais e internacionais”, sustentou.Para o ministro, a recuperação da Cabnave faz parte da estratégia do Governo para transformar São Vicente num dos principais polos da economia marítima de Cabo Verde e da sub-região.“Vamos impulsionar a economia marítima e fazer com que São Vicente seja um polo forte neste sector. Daí a urgência de investir na Cabnave, mesmo que seja de forma faseada, começando rapidamente pela recuperação da rampa”, reforçou.Questionado pela Inforpress sobre o contrato de concessão para o transporte marítimo com a CV Interilhas, João do Carmo garantiu que o Governo respeitará os compromissos assumidos pelo Estado mas também fará o controlo do cumprimento das obrigações da empresa.“O Governo assume os compromissos do Estado de Cabo Verde. Vamos cumprir aquilo que nos compete e fiscalizar de forma rigorosa o cumprimento das obrigações da outra parte”, assegurou.Relativamente à Zona Económica Especial Marítima de São Vicente (ZEEMSV), o ministro indicou que o executivo vai proceder a uma análise da sua necessidade e impacto antes de tomar qualquer decisão sobre o futuro do projecto.
João do Carmo falava à imprensa após a sua primeira visita oficial aos Estaleiros Navais de Cabo Verde (Cabnave), escolhidos como a primeira deslocação ao terreno, com disse, devido à “importância estratégica da empresa” para o sector marítimo.
Segundo a mesma fonte, a principal preocupação prende-se com a rampa do estaleiro, que, conforme afirmou, está actualmente a funcionar com menos de 50% da capacidade para que foi projectada.
“Há navios em Cabo Verde que estão acima da capacidade que neste momento a rampa consegue receber, o que constitui uma urgência de investimento na Cabnave principalmente nesta infraestrutura, mesmo que esse investimento seja faseado”, declarou.
O ministro assegurou que o Governo vai mobilizar esforços, juntamente com os seus parceiros, para iniciar as obras de recuperação da rampa, pois, sintetizou, a empresa deve recuperar a capacidade que possuía aquando da sua construção.
“O Governo vai fazer um grande esforço para que este estaleiro recupere a sua força. Sabemos da sua importância para a ilha, para a economia marítima e para os armadores”, afirmou.
O governante sublinhou ainda que os armadores nacionais enfrentam dificuldades para recorrer a estaleiros no estrangeiro, nomeadamente nas Canárias ou no Senegal, pelo que considerou ser “obrigação do Estado garantir condições para que a Cabnave responda às necessidades do mercado nacional”.
Durante a visita, o governante acusou ainda o anterior executivo de ter descurado o estaleiro durante a última década.
“Nós vimos claramente que esta empresa foi esquecida durante dez anos. Foi um esquecimento resultante de sonhos de outros investimentos na zona de Saragaça, enquanto a realidade está aqui, numa empresa que presta serviços diariamente aos armadores nacionais e internacionais”, sustentou.
Para o ministro, a recuperação da Cabnave faz parte da estratégia do Governo para transformar São Vicente num dos principais polos da economia marítima de Cabo Verde e da sub-região.
“Vamos impulsionar a economia marítima e fazer com que São Vicente seja um polo forte neste sector. Daí a urgência de investir na Cabnave, mesmo que seja de forma faseada, começando rapidamente pela recuperação da rampa”, reforçou.
Questionado pela Inforpress sobre o contrato de concessão para o transporte marítimo com a CV Interilhas, João do Carmo garantiu que o Governo respeitará os compromissos assumidos pelo Estado mas também fará o controlo do cumprimento das obrigações da empresa.
“O Governo assume os compromissos do Estado de Cabo Verde. Vamos cumprir aquilo que nos compete e fiscalizar de forma rigorosa o cumprimento das obrigações da outra parte”, assegurou.
Relativamente à Zona Económica Especial Marítima de São Vicente (ZEEMSV), o ministro indicou que o executivo vai proceder a uma análise da sua necessidade e impacto antes de tomar qualquer decisão sobre o futuro do projecto.
