A Nobreza dos Reencontros

Axé chama axé. E quando a proposta é profunda como A Nobreza do Amor, os caminhos se dobram para que a afrodescendência se reconheça. Não é acaso, é fundamento. Dentro e fora do set, os encontros acontecem como se já estivessem escritos, esperando só o tempo certo para florescer. O Rio Fashion Week virou terreiro […] O conteúdo A Nobreza dos Reencontros aparece primeiro em Revista Raça Brasil.

A Nobreza dos Reencontros

Axé chama axé. E quando a proposta é profunda como A Nobreza do Amor, os caminhos se dobram para que a afrodescendência se reconheça.

Não é acaso, é fundamento. Dentro e fora do set, os encontros acontecem como se já estivessem escritos, esperando só o tempo certo para florescer.

O Rio Fashion Week virou terreiro de afeto, com o desfile desta sexta-feira que colocará na passarela protagonistas negros da a Nobreza do Amor na passarela.

Foi a caminho deste evento que o nosso CEO, Mauricio Pestana, reencontrou o amigo de longa caminhada longa: Emicida. RAP, músico, ator, empresário — mas antes de tudo, irmão de propósito. Tempo e agenda tinham afastado os corpos, nunca a sintonia. Bastou o axé da Nobreza do Amor circular no ar para que a vida tratasse de encurtar a distância.

O abraço veio firme, do tipo que realinha coluna e alma, lembrando que certas amizades são território sagrado.

A resenha foi inevitável. Riso solto, memória compartilhada, planos cochichados entre uma foto e outra. Porque encontro preto quando é verdadeiro não cabe no protocolo: ele transborda. E transbordou em cliques que já viraram relíquia para a nossa galeria e semente para uma das prováveis próximas capas. Cada flash guardou mais que imagem: guardou o brilho de quem se reconhece no outro e entende que representatividade também é afeto em movimento.

Esses reencontros movidos pelo axé não são só bastidor de evento. São política de cuidado. São a prova de que a arte negra, quando ocupa espaços de prestígio, leva junto a sua rede, a sua família, a sua ancestralidade. A Nobreza do Amor provoca isso: tira gente do lugar-comum e coloca no lugar de honra, onde um simples “quanto tempo” vira manifesto de continuidade. E no fim, é isso que nos mantém de pé — saber que a caminhada é coletiva, e que o próximo encontro já está sendo tramado pelo orixá do afeto.

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