Inflação cai para 0,7% em Março e reservas internacionais batem novo recorde
A taxa de inflação homóloga caiu para 0,7% em Março de 2026, face aos 3,3% registados em Dezembro de 2025. Esta queda acentuada resultou, essencialmente, da descida dos preços da energia no mercado internacional, com reduções expressivas nos preços da electricidade (-24,4%), do gás (-15,4%) e dos combustíveis líquidos (-5,0%). Também a classe de produtos alimentares e bebidas não alcoólicas registou uma desaceleração significativa, de 5,8% em Dezembro para 1,6% em Março.No plano externo, o stock de reservas internacionais líquidas do país aumentou para 1.168,2 milhões de euros em Março de 2026, uma subida de 103,7 milhões face a Dezembro, garantindo a cobertura de 9,0 meses de importações de bens e serviços. Este resultado foi impulsionado pelo forte crescimento do turismo: o movimento de passageiros internacionais nos aeroportos nacionais cresceu 18,4% em termos homólogos no primeiro trimestre, e a movimentação de fundos com cartão internacional na rede vinti4 aumentou 35,6%.Já o PIB nacional cresceu 7,1% em termos homólogos no quarto trimestre de 2025, representando algum abrandamento face aos 8,3% do trimestre anterior. Este desempenho ficou marcado pelas quedas nos sectores da construção, agricultura e informação e comunicação. Para o primeiro trimestre de 2026, os indicadores disponíveis apontam para a continuação de um crescimento moderado.Do lado das finanças públicas, o primeiro trimestre de 2026 encerrou com um superavit de 1.389,2 milhões de escudos, inferior ao período homólogo, reflectindo o aumento das despesas correntes e o abrandamento das receitas fiscais. O stock total da dívida do Estado situou-se em 303,6 mil milhões de escudos, equivalente a 95% do PIB projectado para 2026.No contexto internacional, a guerra no Médio Oriente continua a pressionar os preços do petróleo e a criar incerteza nas economias parceiras de Cabo Verde, levando o BCE, a Fed e o Banco de Inglaterra a manterem as suas taxas de juro inalteradas durante o primeiro trimestre.Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 1279 de 03 de Junho de 2026.
A taxa de inflação homóloga caiu para 0,7% em Março de 2026, face aos 3,3% registados em Dezembro de 2025. Esta queda acentuada resultou, essencialmente, da descida dos preços da energia no mercado internacional, com reduções expressivas nos preços da electricidade (-24,4%), do gás (-15,4%) e dos combustíveis líquidos (-5,0%). Também a classe de produtos alimentares e bebidas não alcoólicas registou uma desaceleração significativa, de 5,8% em Dezembro para 1,6% em Março.
No plano externo, o stock de reservas internacionais líquidas do país aumentou para 1.168,2 milhões de euros em Março de 2026, uma subida de 103,7 milhões face a Dezembro, garantindo a cobertura de 9,0 meses de importações de bens e serviços. Este resultado foi impulsionado pelo forte crescimento do turismo: o movimento de passageiros internacionais nos aeroportos nacionais cresceu 18,4% em termos homólogos no primeiro trimestre, e a movimentação de fundos com cartão internacional na rede vinti4 aumentou 35,6%.
Já o PIB nacional cresceu 7,1% em termos homólogos no quarto trimestre de 2025, representando algum abrandamento face aos 8,3% do trimestre anterior. Este desempenho ficou marcado pelas quedas nos sectores da construção, agricultura e informação e comunicação. Para o primeiro trimestre de 2026, os indicadores disponíveis apontam para a continuação de um crescimento moderado.
Do lado das finanças públicas, o primeiro trimestre de 2026 encerrou com um superavit de 1.389,2 milhões de escudos, inferior ao período homólogo, reflectindo o aumento das despesas correntes e o abrandamento das receitas fiscais. O stock total da dívida do Estado situou-se em 303,6 mil milhões de escudos, equivalente a 95% do PIB projectado para 2026.
No contexto internacional, a guerra no Médio Oriente continua a pressionar os preços do petróleo e a criar incerteza nas economias parceiras de Cabo Verde, levando o BCE, a Fed e o Banco de Inglaterra a manterem as suas taxas de juro inalteradas durante o primeiro trimestre.
Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 1279 de 03 de Junho de 2026.