Tribunais registaram 14.419 processos entrados e resolveram 13.749 no último ano
“Neste ano nós fomos confrontados com um aumento significativo do número de processos entrados. Estamos a falar de 14.419 processos. O que representa, portanto, um aumento de 5,9% relativamente aos processos que entraram no ano transato. No que toca à capacidade de resposta face a essa pressão da entrada de processos, os magistrados conseguiram, portanto, resolver o número expressivo de processos numa taxa de 95,4% de resolução por processos entrados”, disse o presidente do CSMJ, Bernardino Delgado.Segundo o presidente do CSMJ, estes dados traduzem-se numa média anual de 335 processos decididos por cada magistrado, o que considera positivo e que fez com que não houvesse um crescimento do número e processos pendentes.Bernardino Delgado acredita que o aumento de número de processos tem a ver com um conjunto de variáveis como a facilidade no acesso à Justiça e a confiança dos cidadãos nos Tribunais.“Ou seja, o cidadão cabo-verdiano ainda prefere os tribunais como a instituição para a resolução dos seus litígios. Mas também eu devo dizer que um dos fatores que tem contribuído para este aumento da demanda nos tribunais é a inexistência e a falta de funcionamento dos mecanismos alternativos de resolução de litígios”, constatou.Apontou como exemplo Portugal e Brasil, onde existem os julgados de paz e os EUA onde há o Community Court.Conforme apontou, houve melhorias no funcionamento dos Tribunais de Segunda Instância de Sotavento e de Barlavento, uma vez que todos os juízes colocados no Tribunal de Relações de Sotavento conseguiram atingir os objectivos e as metas definidas pelo Conselho.“Os juízes acabaram por atingir todas as metas, mas tendo em conta a forte pressão da demanda, não se consegue, humanamente, fazer face à inversão da curva da dependência como nós todos queremos”, justificou.Entretanto, afirmou, o CSMJ, enquanto órgão de gestão, já está a planificar ações para fazer face a esse aumento exponencial da demanda no Tribunal de Relação de Sotavento, mas também em relação a todas as ações, para combater o crescimento das demandas processuais.Quanto ao Tribunal de Relações de Sotavento, Bernardino Delgado ressaltou que também houve melhorias na capacidade de resposta e que continue todos os anos de modo a atingir os objectivos e consolidar a inversão da curva da pendência tanto nos tribunais de Primeira, como de Segunda Instância.O presidente do CSMJ enalteceu que o Supremo Tribunal da Justiça regista, por três anos consecutivos uma redução significativa de pendências, de tal ordem que, neste ano, há apenas 303 processos pendentes.“Isto tem vindo a acontecer praticamente todos os anos. Neste ano, só a título de exemplo, no Supremo Tribunal de Justiça foram decididos 537 processos. Apresenta, portanto, uma taxa de resolução de 217% face ao número de processos entrados. E, com isto, nós acreditamos que, ao nível do funcionamento do Supremo Tribunal de Justiça, já estamos a normalizar, portanto, toda a pendência, a conseguir esse objetivo que nós queremos, que é de reduzir efetivamente a pendência”, complementou.Conforme argumentou, estes resultados já se sentem nas ilhas do Sal e Boa Vista, por exemplo, por se tratarem de ilhas que recebem mais investimento externo e que os investidores querem de facto ter a confiança necessária no funcionamento da justiça para poderem investir sem receio que depois os seus investimentos fiquem bloqueados por conta da morosidade processual.
“Neste ano nós fomos confrontados com um aumento significativo do número de processos entrados. Estamos a falar de 14.419 processos. O que representa, portanto, um aumento de 5,9% relativamente aos processos que entraram no ano transato. No que toca à capacidade de resposta face a essa pressão da entrada de processos, os magistrados conseguiram, portanto, resolver o número expressivo de processos numa taxa de 95,4% de resolução por processos entrados”, disse o presidente do CSMJ, Bernardino Delgado.
Segundo o presidente do CSMJ, estes dados traduzem-se numa média anual de 335 processos decididos por cada magistrado, o que considera positivo e que fez com que não houvesse um crescimento do número e processos pendentes.
Bernardino Delgado acredita que o aumento de número de processos tem a ver com um conjunto de variáveis como a facilidade no acesso à Justiça e a confiança dos cidadãos nos Tribunais.
“Ou seja, o cidadão cabo-verdiano ainda prefere os tribunais como a instituição para a resolução dos seus litígios. Mas também eu devo dizer que um dos fatores que tem contribuído para este aumento da demanda nos tribunais é a inexistência e a falta de funcionamento dos mecanismos alternativos de resolução de litígios”, constatou.
Apontou como exemplo Portugal e Brasil, onde existem os julgados de paz e os EUA onde há o Community Court.
Conforme apontou, houve melhorias no funcionamento dos Tribunais de Segunda Instância de Sotavento e de Barlavento, uma vez que todos os juízes colocados no Tribunal de Relações de Sotavento conseguiram atingir os objectivos e as metas definidas pelo Conselho.
“Os juízes acabaram por atingir todas as metas, mas tendo em conta a forte pressão da demanda, não se consegue, humanamente, fazer face à inversão da curva da dependência como nós todos queremos”, justificou.
Entretanto, afirmou, o CSMJ, enquanto órgão de gestão, já está a planificar ações para fazer face a esse aumento exponencial da demanda no Tribunal de Relação de Sotavento, mas também em relação a todas as ações, para combater o crescimento das demandas processuais.
Quanto ao Tribunal de Relações de Sotavento, Bernardino Delgado ressaltou que também houve melhorias na capacidade de resposta e que continue todos os anos de modo a atingir os objectivos e consolidar a inversão da curva da pendência tanto nos tribunais de Primeira, como de Segunda Instância.
O presidente do CSMJ enalteceu que o Supremo Tribunal da Justiça regista, por três anos consecutivos uma redução significativa de pendências, de tal ordem que, neste ano, há apenas 303 processos pendentes.
“Isto tem vindo a acontecer praticamente todos os anos. Neste ano, só a título de exemplo, no Supremo Tribunal de Justiça foram decididos 537 processos. Apresenta, portanto, uma taxa de resolução de 217% face ao número de processos entrados. E, com isto, nós acreditamos que, ao nível do funcionamento do Supremo Tribunal de Justiça, já estamos a normalizar, portanto, toda a pendência, a conseguir esse objetivo que nós queremos, que é de reduzir efetivamente a pendência”, complementou.
Conforme argumentou, estes resultados já se sentem nas ilhas do Sal e Boa Vista, por exemplo, por se tratarem de ilhas que recebem mais investimento externo e que os investidores querem de facto ter a confiança necessária no funcionamento da justiça para poderem investir sem receio que depois os seus investimentos fiquem bloqueados por conta da morosidade processual.