Darllene Martins é a primeira mulher trans líder na Bracell

Mulher trans e negra de 31 anos, Darllene entrou na empresa com contrato de dez dias e hoje lidera a logística da unidade de Lençóis Paulista (SP) Darllene Martins, mulher trans e negra de 31 anos, tornou-se a primeira mulher trans a ocupar um cargo de liderança na Bracell, fabricante de celulose e papel com […] O post Darllene Martins é a primeira mulher trans líder na Bracell apareceu primeiro em Mundo Negro.

Darllene Martins é a primeira mulher trans líder na Bracell

Mulher trans e negra de 31 anos, Darllene entrou na empresa com contrato de dez dias e hoje lidera a logística da unidade de Lençóis Paulista (SP)

Darllene Martins, mulher trans e negra de 31 anos, tornou-se a primeira mulher trans a ocupar um cargo de liderança na Bracell, fabricante de celulose e papel com operações em São Paulo e na Bahia. Ela comanda hoje a equipe de logística da unidade de Lençóis Paulista, no interior paulista. Conquistou o posto depois de disputar um processo seletivo interno com outros funcionários da companhia, menos de dois anos após entrar na empresa com um contrato temporário de apenas dez dias.

Para aceitar a vaga, Darllene deixou um emprego com carteira assinada em uma fábrica de cadeiras, onde embalava produtos e onde soube da oportunidade por indicação de uma colega. Não havia garantia de que seria mantida depois do período inicial. Antes disso, ela havia trabalhado como garçonete, recepcionista e atendente de telemarketing e de padaria.

Na Bracell, Darllene começou como auxiliar de expedição na área de carregamento. Teve o contrato prorrogado e depois foi efetivada. “Eu resolvi agarrar esta oportunidade, porque queria muito crescer. Pouco a pouco, fui me destacando”, contou.

Além do trabalho na logística, Darllene cursa Gestão de Pessoas e pretende migrar para a área de recrutamento e seleção, com o objetivo de ampliar o acesso de outras pessoas trans ao mercado formal. Ao falar da promoção, disse esperar que sua história sirva de referência para quem pensa que, “se a Darllene conseguiu, eu também consigo”.

Diversidade na empresa

A Bracell mantém o programa Diversidade e Ação, com comitês dedicados às pautas racial, de gênero, LGBTQIA+ e de pessoas com deficiência. Na Bahia, a companhia recebeu da Prefeitura de Salvador o Selo da Diversidade LGBT+.

Segundo o relatório de sustentabilidade mais recente da empresa, as mulheres ocupavam 27,7% dos cargos de liderança da Bracell em 2025, o que corresponde a 113 profissionais. A ampliação desse número está entre as metas do Compromisso Bracell 2030, plano de compromissos de longo prazo da companhia.

No cenário corporativo brasileiro, a presença de pessoas trans em posições de gestão ainda é recente. A primeira executiva assumidamente trans do país, Danielle Torres, chegou à sociedade da consultoria KPMG em 2018.

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