Irão não negociará acordo final com EUA enquanto persistirem ameaças
"O parágrafo 13 do Memorando de Entendimento é claro: as negociações sobre o acordo final não começarão enquanto as ameaças persistirem. Respeito pela sua assinatura", escreveu o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, na rede social X.Na mensagem, acompanhada de uma foto do cortejo fúnebre do líder supremo Ali Khamenei, assassinado em Teerão, e destacando a união de milhões de iranianos, refere que nem o povo iraniano nem as Forças Armadas do país "se deixarão intimidar por qualquer ameaça".Na segunda-feira, o Presidente dos EUA disse que, caso não se chegue a um acordo com Teerão, "terminará o serviço" com ataques às infraestruturas e às instalações energéticas iranianas.A cláusula 13, mencionada por Araqchi, estipula que as partes iniciariam negociações para um acordo final após a implementação dos parágrafos 01, 04, 05, 10 e 11 deste memorando de entendimento assinado a 17 de junho, que se referem ao fim da guerra em todas as frentes, à reabertura do estreito de Ormuz por ambos os lados, à libertação dos fundos iranianos congelados e à suspensão das sanções ao petróleo.O Irão e os Estados Unidos realizaram duas rondas de negociações de alto nível desde a assinatura do memorando.Segundo as autoridades iranianas, estas conversações centraram-se na implementação das cinco cláusulas antes de avançar para as discussões sobre o programa nuclear da República Islâmica.Apesar do memorando acordado e das negociações em curso, as tensões entre Teerão e Washington voltaram a aumentar nas últimas semanas, com ataques iranianos a vários navios e ataques aéreos dos EUA contra alvos militares na costa sul do Irão, numa disputa de poder pelo controlo do estreito de Ormuz.A República Islâmica afirma que os navios que pretendam transitar pelo estreito devem fazê-lo com a sua permissão e através de rotas estabelecidas por Teerão.Hoje de manhã, a UK Maritime Trade Operations (UKMTO), que monitoriza a segurança de navios e marinheiros em todo o mundo, reportou um novo ataque a um petroleiro no Golfo de Omã, perto do estreito de Ormuz.
"O parágrafo 13 do Memorando de Entendimento é claro: as negociações sobre o acordo final não começarão enquanto as ameaças persistirem. Respeito pela sua assinatura", escreveu o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, na rede social X.
Na mensagem, acompanhada de uma foto do cortejo fúnebre do líder supremo Ali Khamenei, assassinado em Teerão, e destacando a união de milhões de iranianos, refere que nem o povo iraniano nem as Forças Armadas do país "se deixarão intimidar por qualquer ameaça".
Na segunda-feira, o Presidente dos EUA disse que, caso não se chegue a um acordo com Teerão, "terminará o serviço" com ataques às infraestruturas e às instalações energéticas iranianas.
A cláusula 13, mencionada por Araqchi, estipula que as partes iniciariam negociações para um acordo final após a implementação dos parágrafos 01, 04, 05, 10 e 11 deste memorando de entendimento assinado a 17 de junho, que se referem ao fim da guerra em todas as frentes, à reabertura do estreito de Ormuz por ambos os lados, à libertação dos fundos iranianos congelados e à suspensão das sanções ao petróleo.
O Irão e os Estados Unidos realizaram duas rondas de negociações de alto nível desde a assinatura do memorando.
Segundo as autoridades iranianas, estas conversações centraram-se na implementação das cinco cláusulas antes de avançar para as discussões sobre o programa nuclear da República Islâmica.
Apesar do memorando acordado e das negociações em curso, as tensões entre Teerão e Washington voltaram a aumentar nas últimas semanas, com ataques iranianos a vários navios e ataques aéreos dos EUA contra alvos militares na costa sul do Irão, numa disputa de poder pelo controlo do estreito de Ormuz.
A República Islâmica afirma que os navios que pretendam transitar pelo estreito devem fazê-lo com a sua permissão e através de rotas estabelecidas por Teerão.
Hoje de manhã, a UK Maritime Trade Operations (UKMTO), que monitoriza a segurança de navios e marinheiros em todo o mundo, reportou um novo ataque a um petroleiro no Golfo de Omã, perto do estreito de Ormuz.
