Museu de Arte Contemporânea de Fortaleza lança mostra que aborda o terror sob a perspectiva de artistas LGBT+
Com curadoria de Lucas Dilacerda, "Terror Celestial" será inaugurada no dia 18 de julho, às 14h
Texto: Divulgação
O Museu de Arte Contemporânea (MAC Dragão), localizado em Fortaleza (CE), inaugura a exposição “Terror Celestial”, no dia 18 de julho, às 14h . A exibição propõe lançar um olhar para a produção de artistas LGBT+ a partir da ótica do gênero terror e do terror ao gênero. A exposição pretende discutir como o imaginário do medo é reelaborado por artistas enquanto força de criação e, portanto, de cura.
A mostra permanecerá disponível para visitação até o dia 4 de outubro deste ano. Aberta ao público sempre de quarta a sábado, das 9h às 19h, e aos domingos e feriados, das 10h às 19h.
A produção parte da ideia de que a história da colonialidade é um enredo de filme de terror, já que historicamente essas existências são nomeadas como “monstros”, “queer”, “estranhas”, “assustadoras”, “freak“, “aberrações” e demais figuras que causam medo na cis-heteronormatividade-compulsória.
Com curadoria de Lucas Dilacerda, a exposição “Terror celestial” visa discutir a ressignificação do terror em arte. A mostra reúne artistas LGBT+ (em sua interseccionalidade de raça, território e geração: mulheres queer, pessoas negras queer etc.) que fazem da sua arte uma reelaboração dos medos de infância e a apropriação do terror como uma categoria estética. A exposição é elaborada com três linhas curatoriais: 1) Monstros e quimeras; 2) Espiritualidade terrena; e 3) Terror das formas.
A exibição conta com recursos de acessibilidade que favorecem a fruição de diferentes públicos durante a visita. Os recursos estão disponíveis em uma plataforma digital e podem ser acessados por meio de QR Code ou com o auxílio da equipe educativa. Entre as opções disponíveis estão textos em Libras, audiodescrição, prancha de comunicação alternativa e a possibilidade de agendamento de visitas acompanhadas por intérprete de Libras.
O projeto é apoiado pelo Ministério da Cultura e pela Secretaria da Cultura do Ceará, com recursos provenientes da Lei Federal N.º 14.399 de julho de 2022.
