Projeto Mãos no Tambor realiza workshop gratuito sobre ritmos e toques do Candomblé em Salvador (BA)

Iniciativa busca promover o resgate e a manutenção de memórias, saberes e tradições entre jovens de terreiro 

Projeto Mãos no Tambor realiza workshop gratuito sobre ritmos e toques do Candomblé em Salvador (BA)

Texto: Divulgação

O Projeto Mãos no Tambor realizará a 4ª edição do workshop gratuito de ritmos e toques de Candomblé, no dia 16 de maio, às 9h30. A atividade será realizada no Terreiro Casa Branca, em Salvador (BA), e terá como foco os toques dos Orixás, com abordagem teórica e prática sobre suas funções, contextos de execução e a dinâmica dos atabaques. A atividade tem como objetivo resgatar memórias e fortalecer a continuidade das tradições do Candomblé.

As vagas para a formação serão limitadas a 25 participantes, levando em conta a capacidade do espaço. Interessados devem realizar as inscrições por meio de formulário online. Ao final, será emitido certificado de participação para os inscritos presentes.

A programação também contará com uma roda de conversa sobre “O papel da juventude de Candomblé na manutenção das tradições”. O encontro reúne os idealizadores Jean Chagas e Nego Kiri, além dos colaboradores Saimon Bispo, Jefferson Chagas, Diego Ferreira e Aynã Oliveira, com mediação da gestora do projeto, Laísa Gabriela. 

O diálogo partirá das experiências vivenciadas pelos participantes para destacar o papel estratégico das novas gerações na preservação das tradições, da oralidade e das práticas litúrgicas. 

De acordo com Nego Kiri, ogan do Terreiro do Cobre, a iniciativa busca atuar diretamente na valorização e continuidade dos saberes tradicionais. “Hoje existe um olhar crítico sobre a juventude de axé. Nosso objetivo é demonstrar compromisso com a religião e compartilhar conhecimentos que garantam a preservação dos saberes ancestrais”, afirma.

O workshop busca promover um ambiente de troca em que ritmo, escuta e oralidade são elementos centrais do processo de aprendizagem. A iniciativa tem como propósito ampliar o acesso de jovens, especialmente de comunidades periféricas, ao conhecimento sobre ancestralidade, utilizando a musicalidade como eixo de conexão e fortalecimento identitário.

Para Jean Chagas, ogan do Terreiro Casa Branca, a proposta também responde a uma lacuna histórica de acesso ao conhecimento tradicional. “Nos terreiros, nem sempre é possível registrar ou compartilhar determinados rituais. Por isso, criamos esse espaço de troca, entendendo que o conhecimento precisa circular”, explica.