Roberta Rodrigues celebra protagonismo negro em ‘Veronika com K’

Atriz destaca a potência da representação negra na série que estreia nesta quinta-feira (22), no Globoplay, e celebra a construção de uma personagem que possui força, autonomia e humanidade. “Eu acho que é a primeira vez que, no audiovisual brasileiro, a gente vai poder ver pessoas pretas em lugares que ninguém nunca imaginou ver.” É […] O post Roberta Rodrigues celebra protagonismo negro em ‘Veronika com K’ apareceu primeiro em Mundo Negro.

Roberta Rodrigues celebra protagonismo negro em ‘Veronika com K’

Atriz destaca a potência da representação negra na série que estreia nesta quinta-feira (22), no Globoplay, e celebra a construção de uma personagem que possui força, autonomia e humanidade.

“Eu acho que é a primeira vez que, no audiovisual brasileiro, a gente vai poder ver pessoas pretas em lugares que ninguém nunca imaginou ver.” É assim que Roberta Rodrigues define a potência de Veronika com K, série que chega ao Globoplay nesta quinta-feira (22). Em conversa com o Splash UOL durante a festa de lançamento da produção, realizada no Rio de Janeiro, a atriz falou sobre representação negra, transformação e a importância de construir personagens que ampliem as possibilidades de identificação do público.

Para Roberta, a força da série também está em uma imagem cotidiana que carrega um significado especial: uma família preta formada por três mulheres poderosas, reunidas à mesa para tomar café da manhã com morangos. A cena representa uma experiência que, segundo a atriz, muitas pessoas sonharam em ver na ficção.

“Isso é uma imagem que eu acho que a maioria de nós sonhou, e essa série pode proporcionar isso e muito mais”, afirmou.

Ao destacar essa representação, Roberta chama atenção para a possibilidade de acompanhar personagens negras em situações que envolvem afeto, convivência familiar, conquistas e projetos de vida. A narrativa, em sua avaliação, não se limita às questões raciais: aborda relações humanas, juventude, amor, alegria e os desafios enfrentados pelos personagens.

Uma personagem que não abre mão de quem é

Na série, Verônica é uma advogada que precisa se afirmar em um ambiente corporativo marcado pelo machismo. Roberta destaca a maneira como a personagem enfrenta esse contexto sem abrir mão de sua identidade.

“Ela não desiste, ela vai em busca do que quer”, disse a atriz ao falar sobre a protagonista, que segue em frente sem se colocar em uma posição de inferioridade.

A construção da personagem também representa um momento significativo na trajetória profissional de Roberta. No dia do lançamento, a atriz completou 45 anos e celebrou a oportunidade de protagonizar a produção na presença da filha, de nove anos.

“Hoje é meu aniversário, eu tô completando 45 anos, sendo uma protagonista. A minha filha tá aqui com nove anos podendo assistir isso”, contou.

Ao comentar sua trajetória, Roberta também questionou a recorrência de perguntas que associam seu trabalho à origem comunitária. A atriz reconhece que essa vivência faz parte de quem ela é, mas ressalta que interpretar uma personagem exige preparação e construção artística.

“Eu sou uma atriz incrível, sou uma atriz muito boa. Para construir essa personagem, mesmo que ela seja de comunidade, que nem eu venho, eu tive que construir uma personagem, eu tive que estudar […] É óbvio que esse lugar mora em mim, e isso não é vergonha, pelo contrário, isso é meu orgulho. Mas, ao mesmo tempo, é sempre essa pergunta, como se tivesse sido mais fácil. E não é, eu sou uma atriz, eu tô construindo uma personagem”, declarou.

Histórias de mulheres da vida real

Roberta também destaca a diversidade de experiências femininas presentes na narrativa. Em seu relato, a série apresenta uma mãe solo, uma avó que cuida da neta e uma mulher que precisa sustentar a família abordando uma personagem que viveu um grande amor e se perdeu ao longo do caminho.

Para a atriz, são essas experiências que aproximam a história do público e permitem que mulheres de diferentes trajetórias se reconheçam na protagonista.

A expectativa de Roberta é que Verônica inspire meninas das comunidades e das periferias, assim como mulheres de diferentes contextos. A personagem, segundo ela, pode ampliar referências de mulheres negras que ocupam posições profissionais de destaque e conduzem suas próprias histórias.

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