Festival Preta do Maranhão lança quatro livros sobre ancestralidade e resistência

Evento gratuito em São Luís reúne obras sobre memória, identidade, cultura popular e experiências de resistência negra e afro-indígena. A literatura e a produção intelectual negra ganhou destaque na primeira edição do Festival de Artes Cênicas Preta do Maranhão. Nesta sexta-feira, 16 de outubro, o evento promoveu o lançamento de quatro livros que abordam ancestralidade, […] O conteúdo Festival Preta do Maranhão lança quatro livros sobre ancestralidade e resistência aparece primeiro em Revista Raça Brasil.

Festival Preta do Maranhão lança quatro livros sobre ancestralidade e resistência

Evento gratuito em São Luís reúne obras sobre memória, identidade, cultura popular e experiências de resistência negra e afro-indígena.

A literatura e a produção intelectual negra ganhou destaque na primeira edição do Festival de Artes Cênicas Preta do Maranhão. Nesta sexta-feira, 16 de outubro, o evento promoveu o lançamento de quatro livros que abordam ancestralidade, memória, identidade e experiências culturais de populações negras e afro-indígenas.

A atividade aconteceu às 16h, no Espaço Cultural Humberto de Maracanã, em São Luís, e integra a programação gratuita do festival, realizado entre os dias 13 e 17 de outubro.

A iniciativa amplia o espaço dedicado à literatura dentro da programação artística, aproximando pesquisa, memória e criação cultural. As obras também contribuem para dar visibilidade a conhecimentos e narrativas que historicamente tiveram menos espaço nos circuitos tradicionais de produção intelectual.

Quatro obras destacam memória e identidade

Entre os lançamentos está Represas do Tempo, do artista e pesquisador maranhense Tiyê Macau. A obra investiga a relação entre as instituições de conhecimento e cultura e as ancestralidades dos povos no Brasil, propondo reflexões sobre os saberes ancestrais.

Outro título é Centro de Artes Cênicas do Maranhão (CACEM): Memórias e Resistência de uma Escola de Teatro, de Gilberto dos Santos Martins. O livro recupera a trajetória da instituição desde sua inauguração, em 1997, e aborda sua contribuição para a formação artística em São Luís.

A programação inclui ainda Mulherios e Capoeiragens: Encruzilhadas na Amazônia, organizado por Carmen Virgolino. A publicação reúne reflexões e experiências de mulheres na capoeira, relacionando a prática à ancestralidade, às corporeidades negras e à produção cultural amazônica.

Completa a lista o livro Eu sou uma mulher de rua. Eu ando quase nua porque eu sou uma mulher crua, de Ana Regina Arcanjo e Lygia Peçanha. Publicada em português e espanhol, a obra dialoga com as memórias das ruas de São Luís e com elementos da cultura popular, como o tambor de crioula, as encantarias e a culinária.

Festival fortalece as artes negras e afro-indígenas

Realizado pela Afrodite Produções, o Festival de Artes Cênicas Preta do Maranhão reúne espetáculos de teatro e dança, performances, cenas curtas, oficinas e outras atividades culturais gratuitas.

A programação busca fortalecer a circulação e o reconhecimento das artes cênicas pretas, afro-indígenas e afrodiaspóricas, promovendo encontros entre artistas, pesquisadores e públicos de diferentes territórios.

Ao incorporar o lançamento de livros à programação, o festival também destaca a importância da literatura e da pesquisa na preservação de memórias, na valorização das identidades e na ampliação das narrativas produzidas por pessoas negras e afro-indígenas.

Fonte: Band Maranhão e Jornal Pequeno.

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