Governo reforça medidas para reduzir impactos das alterações climáticas

A meta foi avançada pelo ministro no âmbito das comemorações do Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozono, que este ano assinalam os 10 anos da adopção da Emenda de Kigali ao Protocolo de Montreal.Entre as medidas em curso, conforme avançou, estão o reforço do controlo e da certificação dos gases que entram no país, a capacitação de entidades comerciais, jovens, universidades e técnicos, bem como o incentivo à aquisição de equipamentos que reduzam a emissão de gases com efeito de estufa.“Neste momento estamos a controlar os gases, os fluorocarbonetos que entram no país. Há um processo complexo de certificação e de controlo dos produtos que entram”, afirmou o ministro.Segundo o governante, estas iniciativas fazem parte do reforço da capacidade nacional e da aplicação da legislação existente nesta matéria.Carlos Varela destacou ainda que Cabo Verde conseguiu eliminar por completo a importação de clorofluorocarbonetos (CFC) desde 2006. Com a implementação da Emenda de Kigali, o país entra agora numa nova etapa, que exige o reforço dos mecanismos de recolha de dados, o acompanhamento rigoroso do consumo de HFC, um controlo mais eficaz das importações e a capacitação contínua dos técnicos do frio e das entidades de fiscalização."Esta transição exige preparação. As empresas precisam de informação para escolher tecnologias adequadas, os técnicos precisam de formação para instalar, manter e reparar os equipamentos, os serviços públicos precisam de condições para acompanhar o mercado e assegurar o cumprimento das regras aplicadas", assinalou.Por sua vez, o director Nacional do Ambiente, João Monteiro Mascarenhas, defendeu que, enquanto Pequeno Estado Insular em Desenvolvimento, Cabo Verde precisa de reforçar a sua resiliência climática e acelerar a transição para uma refrigeração sustentável.“Esta não é uma luta da Direcção Nacional que possa travar sozinha. Exige o compromisso firme e coordenado de todas as forças vivas da nossa nação, tanto no território nacional como na diáspora”, afirmou.O responsável apelou às instituições públicas para que liderem pelo exemplo, através da adopção de critérios de contratação pública ecológica e da prioridade a sistemas de climatização energeticamente eficientes e livres de gases nocivos nos edifícios do Estado.Às alfândegas e às empresas, João Monteiro Mascarenhas pediu maior rigor no controlo da entrada de gases refrigerantes e compromisso com a transição para tecnologias e fluídos ecológicos. Aos municípios, atribuiu um papel na fiscalização do comércio local, na gestão de resíduos e equipamentos de refrigeração e na promoção de cidades mais verdes e frescas.

Governo reforça medidas para reduzir impactos das alterações climáticas

A meta foi avançada pelo ministro no âmbito das comemorações do Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozono, que este ano assinalam os 10 anos da adopção da Emenda de Kigali ao Protocolo de Montreal.

Entre as medidas em curso, conforme avançou, estão o reforço do controlo e da certificação dos gases que entram no país, a capacitação de entidades comerciais, jovens, universidades e técnicos, bem como o incentivo à aquisição de equipamentos que reduzam a emissão de gases com efeito de estufa.

“Neste momento estamos a controlar os gases, os fluorocarbonetos que entram no país. Há um processo complexo de certificação e de controlo dos produtos que entram”, afirmou o ministro.

Segundo o governante, estas iniciativas fazem parte do reforço da capacidade nacional e da aplicação da legislação existente nesta matéria.

Carlos Varela destacou ainda que Cabo Verde conseguiu eliminar por completo a importação de clorofluorocarbonetos (CFC) desde 2006. Com a implementação da Emenda de Kigali, o país entra agora numa nova etapa, que exige o reforço dos mecanismos de recolha de dados, o acompanhamento rigoroso do consumo de HFC, um controlo mais eficaz das importações e a capacitação contínua dos técnicos do frio e das entidades de fiscalização.

"Esta transição exige preparação. As empresas precisam de informação para escolher tecnologias adequadas, os técnicos precisam de formação para instalar, manter e reparar os equipamentos, os serviços públicos precisam de condições para acompanhar o mercado e assegurar o cumprimento das regras aplicadas", assinalou.

Por sua vez, o director Nacional do Ambiente, João Monteiro Mascarenhas, defendeu que, enquanto Pequeno Estado Insular em Desenvolvimento, Cabo Verde precisa de reforçar a sua resiliência climática e acelerar a transição para uma refrigeração sustentável.

“Esta não é uma luta da Direcção Nacional que possa travar sozinha. Exige o compromisso firme e coordenado de todas as forças vivas da nossa nação, tanto no território nacional como na diáspora”, afirmou.

O responsável apelou às instituições públicas para que liderem pelo exemplo, através da adopção de critérios de contratação pública ecológica e da prioridade a sistemas de climatização energeticamente eficientes e livres de gases nocivos nos edifícios do Estado.

Às alfândegas e às empresas, João Monteiro Mascarenhas pediu maior rigor no controlo da entrada de gases refrigerantes e compromisso com a transição para tecnologias e fluídos ecológicos. Aos municípios, atribuiu um papel na fiscalização do comércio local, na gestão de resíduos e equipamentos de refrigeração e na promoção de cidades mais verdes e frescas.