PAICV e UCID propõem task force para capitalizar impacto internacional dos “Tubarões Azuis”
Posições defendidas na noite desta segunda-feira, durante o programa “Plenário” da Rádio Morabeza. O MpD faltou ao debate.Para Nelson Faria, do PAICV, a afirmação de Cabo Verde no mapa mundial dá ao país maior poder no plano diplomático e permite projetar outras dimensões nacionais.“Prevemos que, provavelmente, teremos mais visitas, teremos uma maior avalanche de turismo, o que vai requerer, naturalmente, um maior número de acomodações, nomeadamente espaços de acolhimento de turistas. Falo de hotéis, falo, hoje em dia, dos espaços Airbnb, que estão muito em voga, e que são oportunidades imediatas que devem ser aproveitadas. Há uma oportunidade intrínseca ligada à cultura, porque nós somos também a nossa cultura. A vertente da música, da pintura e do artesanato pode ganhar muito com esta dinâmica. Mas há também uma vertente ligada ao desporto como um todo, que não se resume apenas ao futebol. Isso requer e implica, naturalmente, uma outra forma de ver o desporto, não apenas como um espaço lúdico, de divertimento, mas como um espaço económico de potenciação do país”, afirma.Nelson Faria também destaca a necessidade de transformar a projeção internacional dos Tubarões Azuis em ganhos concretos para o desporto nacional. Para isso, defende mais investimento em infraestruturas, na formação de treinadores e dirigentes, e na criação de leis que permitam aos clubes funcionar com estatuto, rigor e melhor organização.“E há uma vertente também que nós não podemos descurar, que é a vertente da diáspora. Trazer a nossa diáspora para perto. A nossa diáspora tende a participar na nossa vertente formativa, na nossa vertente também de potenciação do negócio do desporto. Os atletas formados fora do país têm de ter a curiosidade também de querer, de alguma forma, conectar-se permanentemente com o país, aqui em Cabo Verde”, refere.A UCID segue a mesma linha e defende que a Federação Cabo-verdiana de Futebol e os jogadores já fizeram a sua parte dentro das quatro linhas. O representante do partido, Anilton Andrade, afirma que cabe agora ao Estado, às autarquias e ao sector privado trabalhar fora do campo para transformar o prestígio conquistado em oportunidades reais.“Os ‘Tubarões Azuis’ abriram o apetite das pessoas sobre Cabo Verde e agora o país tem de capitalizar aquilo que já está a ser comunicado a nível internacional. Esse feito da seleção está ligado diretamente à promoção do país. E quando se fala da promoção do país, fala-se da promoção do turismo, da cultura, da música, da gastronomia, dos produtos nacionais e, sobretudo, do investimento”, considera.A UCID considera que é preciso olhar para o desporto como um investimento, o que implica avançar para a profissionalização ou semiprofissionalização do sector, com mais organização, rigor e melhores condições para atletas, clubes, treinadores e dirigentes.
Posições defendidas na noite desta segunda-feira, durante o programa “Plenário” da Rádio Morabeza. O MpD faltou ao debate.
Para Nelson Faria, do PAICV, a afirmação de Cabo Verde no mapa mundial dá ao país maior poder no plano diplomático e permite projetar outras dimensões nacionais.
“Prevemos que, provavelmente, teremos mais visitas, teremos uma maior avalanche de turismo, o que vai requerer, naturalmente, um maior número de acomodações, nomeadamente espaços de acolhimento de turistas. Falo de hotéis, falo, hoje em dia, dos espaços Airbnb, que estão muito em voga, e que são oportunidades imediatas que devem ser aproveitadas. Há uma oportunidade intrínseca ligada à cultura, porque nós somos também a nossa cultura. A vertente da música, da pintura e do artesanato pode ganhar muito com esta dinâmica. Mas há também uma vertente ligada ao desporto como um todo, que não se resume apenas ao futebol. Isso requer e implica, naturalmente, uma outra forma de ver o desporto, não apenas como um espaço lúdico, de divertimento, mas como um espaço económico de potenciação do país”, afirma.
Nelson Faria também destaca a necessidade de transformar a projeção internacional dos Tubarões Azuis em ganhos concretos para o desporto nacional. Para isso, defende mais investimento em infraestruturas, na formação de treinadores e dirigentes, e na criação de leis que permitam aos clubes funcionar com estatuto, rigor e melhor organização.
“E há uma vertente também que nós não podemos descurar, que é a vertente da diáspora. Trazer a nossa diáspora para perto. A nossa diáspora tende a participar na nossa vertente formativa, na nossa vertente também de potenciação do negócio do desporto. Os atletas formados fora do país têm de ter a curiosidade também de querer, de alguma forma, conectar-se permanentemente com o país, aqui em Cabo Verde”, refere.
A UCID segue a mesma linha e defende que a Federação Cabo-verdiana de Futebol e os jogadores já fizeram a sua parte dentro das quatro linhas. O representante do partido, Anilton Andrade, afirma que cabe agora ao Estado, às autarquias e ao sector privado trabalhar fora do campo para transformar o prestígio conquistado em oportunidades reais.
“Os ‘Tubarões Azuis’ abriram o apetite das pessoas sobre Cabo Verde e agora o país tem de capitalizar aquilo que já está a ser comunicado a nível internacional. Esse feito da seleção está ligado diretamente à promoção do país. E quando se fala da promoção do país, fala-se da promoção do turismo, da cultura, da música, da gastronomia, dos produtos nacionais e, sobretudo, do investimento”, considera.
A UCID considera que é preciso olhar para o desporto como um investimento, o que implica avançar para a profissionalização ou semiprofissionalização do sector, com mais organização, rigor e melhores condições para atletas, clubes, treinadores e dirigentes.
