Sal aposta na recolha selectiva para preservar a capacidade do aterro
O lançamento oficial da iniciativa, integrado nas comemorações do Dia Internacional Sem Sacos de Plástico, reuniu autoridades locais, operadores turísticos e representantes da sociedade civil, sob o lema "Por um Sal mais limpo, por um futuro sustentável".Ao discursar em representação do presidente da câmara, o vereador responsável pela área do Saneamento, Francisco Correia, alertou para a urgência da medida, lembrando que a ilha dispõe de apenas 216 quilómetros quadrados e de recursos limitados."Uma ilha desta dimensão não pode e não deve continuar a albergar mais aterros sanitários. Cada metro quadrado ocupado por resíduos é um metro quadrado que perdemos para sempre, com consequências directas na poluição do solo, na qualidade de vida e na imagem que projectamos para o mundo", sublinhou.O forte fluxo turístico, que constitui a base da economia local e representa cerca de 35% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, foi apontado como o principal factor para que o Sal seja uma das ilhas que mais resíduos produz, proporcionalmente, em todo o país.Numa primeira fase, o projecto centrar-se-á na separação, preparação e compactação destes materiais, tendo em vista a sua exportação.Por seu turno, Jorge Vargas, da equipa técnica promotora do projecto, explicou que a iniciativa assenta, desde o início, num forte pilar de educação ambiental, elegendo as escolas e as crianças como os principais agentes de sensibilização e comunicação junto das famílias.O plano de acção estende-se igualmente às entidades públicas e ao sector hoteleiro. A maioria dos hotéis já dispõe de recolha selectiva interna, devendo os restantes ser integrados através de acções de formação técnica promovidas pela autarquia.Durante a apresentação, foi também destacada a vertente económica do projecto, sustentada no conceito de economia circular, demonstrando que os materiais recicláveis podem gerar recursos e criar postos de trabalho na própria comunidade.A título de exemplo, foi adiantado que o vidro recolhido será triturado para utilização na construção civil, eliminando o problema do salitre e substituindo a extracção de areia, enquanto as embalagens do tipo tetra pak serão recicladas para o fabrico de placas divisórias e telhas.Também os resíduos de borracha acumulados na ilha serão triturados para a produção de pavimentos destinados a escolas e hotéis.Os promotores advertiram, contudo, que a resolução do problema ambiental da ilha será feita por fases e exigirá uma atitude proactiva, bem como o compromisso efectivo de toda a população.As actividades em prol do ambiente prosseguem durante o dia de hoje com uma campanha de limpeza na Baía do Tubarão, que deverá mobilizar voluntários, parceiros e diversas instituições locais num acto colectivo de cidadania e preservação da natureza.
O lançamento oficial da iniciativa, integrado nas comemorações do Dia Internacional Sem Sacos de Plástico, reuniu autoridades locais, operadores turísticos e representantes da sociedade civil, sob o lema "Por um Sal mais limpo, por um futuro sustentável".
Ao discursar em representação do presidente da câmara, o vereador responsável pela área do Saneamento, Francisco Correia, alertou para a urgência da medida, lembrando que a ilha dispõe de apenas 216 quilómetros quadrados e de recursos limitados.
"Uma ilha desta dimensão não pode e não deve continuar a albergar mais aterros sanitários. Cada metro quadrado ocupado por resíduos é um metro quadrado que perdemos para sempre, com consequências directas na poluição do solo, na qualidade de vida e na imagem que projectamos para o mundo", sublinhou.
O forte fluxo turístico, que constitui a base da economia local e representa cerca de 35% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, foi apontado como o principal factor para que o Sal seja uma das ilhas que mais resíduos produz, proporcionalmente, em todo o país.
Numa primeira fase, o projecto centrar-se-á na separação, preparação e compactação destes materiais, tendo em vista a sua exportação.
Por seu turno, Jorge Vargas, da equipa técnica promotora do projecto, explicou que a iniciativa assenta, desde o início, num forte pilar de educação ambiental, elegendo as escolas e as crianças como os principais agentes de sensibilização e comunicação junto das famílias.
O plano de acção estende-se igualmente às entidades públicas e ao sector hoteleiro. A maioria dos hotéis já dispõe de recolha selectiva interna, devendo os restantes ser integrados através de acções de formação técnica promovidas pela autarquia.
Durante a apresentação, foi também destacada a vertente económica do projecto, sustentada no conceito de economia circular, demonstrando que os materiais recicláveis podem gerar recursos e criar postos de trabalho na própria comunidade.
A título de exemplo, foi adiantado que o vidro recolhido será triturado para utilização na construção civil, eliminando o problema do salitre e substituindo a extracção de areia, enquanto as embalagens do tipo tetra pak serão recicladas para o fabrico de placas divisórias e telhas.
Também os resíduos de borracha acumulados na ilha serão triturados para a produção de pavimentos destinados a escolas e hotéis.
Os promotores advertiram, contudo, que a resolução do problema ambiental da ilha será feita por fases e exigirá uma atitude proactiva, bem como o compromisso efectivo de toda a população.
As actividades em prol do ambiente prosseguem durante o dia de hoje com uma campanha de limpeza na Baía do Tubarão, que deverá mobilizar voluntários, parceiros e diversas instituições locais num acto colectivo de cidadania e preservação da natureza.
