Ministério Público pede anulação de autorização para obra na praia de São Francisco

Em comunicado divulgado esta terça-feira, a Procuradoria-Geral da República (PGR) informa que o recurso inclui também um pedido de suspensão provisória da executoriedade do acto praticado pelo Ministro do Mar.Segundo a PGR, a decisão surge na defesa dos direitos dos cidadãos e interesses colectivos difusos, na sequência de denúncias públicas e de elementos posteriormente conhecidos que levantaram dúvidas quanto à legalidade da concessão e à conformidade ambiental da obra em curso.O Ministério Público refere ter constatado “indícios susceptíveis de colocar em causa a legalidade e a conformidade ambiental da referida concessão e da obra em execução.No comunicado, a PGR alerta ainda que a obra poderá provocar riscos acrescidos de erosão costeira e degradação ambiental, devido à construção de carácter permanente numa zona costeira considerada sensível.No passado dia 15 a Associação Lantuna reagiu à retoma das obras na praia de São Francisco, alertando para o impacto ambiental do projeto e para a falta de transparência no processo.Segundo a organização, o empreendimento foi licenciado pelo Instituto Marítimo Portuário (IMP) e classificado pela Direção Nacional do Ambiente (DNA), do Ministério da Agricultura e Ambiente, como projeto de categoria C. Esta classificação dispensa a realização de Estudo de Impacte Ambiental e consulta pública, exigindo apenas um Plano de Gestão Ambiental (PGA).A Lantuna recordou que o Decreto-Lei n.º 27/2020, de 19 de Março, determina que os processos de Avaliação de Impacto Ambiental devem ser públicos e acessíveis, conforme o artigo 37.º. No entanto, a associação afirma que, apesar de várias tentativas, o PGA do projeto não foi disponibilizado pela DNA.A organização considera esta situação preocupante, por se tratar de uma área sensível e de elevado interesse ambiental.

Ministério Público pede anulação de autorização para obra na praia de São Francisco

Em comunicado divulgado esta terça-feira, a Procuradoria-Geral da República (PGR) informa que o recurso inclui também um pedido de suspensão provisória da executoriedade do acto praticado pelo Ministro do Mar.

Segundo a PGR, a decisão surge na defesa dos direitos dos cidadãos e interesses colectivos difusos, na sequência de denúncias públicas e de elementos posteriormente conhecidos que levantaram dúvidas quanto à legalidade da concessão e à conformidade ambiental da obra em curso.

O Ministério Público refere ter constatado “

indícios susceptíveis de colocar em causa a legalidade e a conformidade ambiental da referida concessão e da obra em execução.

No comunicado, a PGR alerta ainda que a obra poderá provocar riscos acrescidos de erosão costeira e degradação ambiental, devido à construção de carácter permanente numa zona costeira considerada sensível.

No passado dia 15 a Associação Lantuna reagiu à retoma das obras na praia de São Francisco, alertando para o impacto ambiental do projeto e para a falta de transparência no processo.

Segundo a organização, o empreendimento foi licenciado pelo Instituto Marítimo Portuário (IMP) e classificado pela Direção Nacional do Ambiente (DNA), do Ministério da Agricultura e Ambiente, como projeto de categoria C.

Esta classificação dispensa a realização de Estudo de Impacte Ambiental e consulta pública, exigindo apenas um Plano de Gestão Ambiental (PGA).

A Lantuna recordou que o Decreto-Lei n.º 27/2020, de 19 de Março, determina que os processos de Avaliação de Impacto Ambiental devem ser públicos e acessíveis, conforme o artigo 37.º.

No entanto, a associação afirma que, apesar de várias tentativas, o PGA do projeto não foi disponibilizado pela DNA.

A organização considera esta situação preocupante, por se tratar de uma área sensível e de elevado interesse ambiental.