UE volta ameaçar com cancelamento de subvenção à bienal de Veneza
"Fui muito clara ao condenar firmemente a decisão da bienal de permitir a participação da Rússia", afirmou hoje a vice-presidente executiva da EU, Citada pela agência noticiosa EFE, Henna Virkkunen lembrou que Bruxelas "não hesitará em suspender ou cancelar" a subvenção que é atribuída à Fundação Bienal de Veneza, porque "o dinheiro dos contribuintes europeus deve salvaguardar os valores democráticos e a diversidade", que "não são respeitados na Rússia de hoje".Numa carta datada de 10 de Abril, a Agência de Execução Europeia da Educação e da Cultura da União Europeia notificou a Fundação Bienal de Veneza da intenção de suspensão ou cancelamento da subvenção de dois milhões de euros, prevista até 2028.Este organismo europeu deu 30 dias à bienal para esclarecer a posição, mas desconhece-se se houve resposta, escreveu a EFE.A abertura oficial da Bienal de Arte de Veneza está marcada para sábado, 09 de maio, que é igualmente o Dia da Europa."Devia ser um dia para celebrar a paz e não para a Rússia brilhar na bienal", afirmou Henna Virkkunen.A 11 de Março, a Comissão Europeia já tinha condenado a decisão da bienal de autorizar a participação da Rússia, referindo que o financiamento da UE fica em risco caso a decisão se mantenha.A 61.ª Bienal de Arte de Veneza abrirá envolta em polémica, pela participação da Rússia e de Israel, que, na semana passada, levou à renúncia do júri internacional, presidido pela curadora brasileira Solange Oliveira Farkas.O júri da bienal tinha anunciado que excluiria a Rússia e Israel de participarem nos prémios do evento, por considerarem que os líderes destes países têm mandatos de detenção pelo Tribunal Penal Internacional, por crimes de guerra.Sobre a participação da Rússia na bienal, a 10 de Março, os ministros da Cultura e dos Negócios Estrangeiros de 22 países, entre os quais Bélgica, Suíça, França, Espanha, Alemanha e Ucrânia, manifestaram-se contra, considerando a sua participação "inaceitável nas atuais circunstâncias".Numa carta conjunta, citada pela agência ANSA, os governantes apelavam à direção da bienal que "reconsidere a participação da Federação Russa na Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza".Embora a organização nunca tenha proibido a participação da Rússia, o país esteve ausente da Bienal de Arte nas edições de 2022 e 2024.Em 2022, os artistas e curadores do Pavilhão da Rússia desistiram de participar como forma de protesto contra a guerra, que começou em fevereiro desse ano. Em 2024, a Rússia voltou a não participar, cedendo o seu pavilhão, situado nos Jardins da Bienal, à Bolívia.Este ano, o pavilhão da Rússia acolhe o projeto "The tree is rooted in the sky" ("A árvore tem raízes no céu", em tradução livre), comissariado por Anastasiia Karneeva, para uma exposição que reúne cerca de 40 artistas, entre eles Lizaveta Anshina, Ekaterina Antonenko, Antonio Buonuario e DJ Diaki.A 61.ª edição da Bienal de Arte de Veneza, sob o tema "In Minor Keys", acolherá quase uma centena de representações nacionais, uma exposição com 111 participações de todo o mundo, entre artistas e coletivos, e 31 eventos paralelos até 22 de Novembro, em vários locais daquela cidade italiana.Na segunda-feira, a bienal anunciou que o Irão retirou a sua participação no evento, sem adiantar mais explicações.Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de Fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.Em retaliação à ofensiva, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz, abalando a economia mundial, e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.Portugal estará representado na bienal pelo projeto artístico "RedSkyFalls", do artista Alexandre Estrela.Foto: depositphotos
"Fui muito clara ao condenar firmemente a decisão da bienal de permitir a participação da Rússia", afirmou hoje a vice-presidente executiva da EU,
Citada pela agência noticiosa EFE, Henna Virkkunen lembrou que Bruxelas "não hesitará em suspender ou cancelar" a subvenção que é atribuída à Fundação Bienal de Veneza, porque "o dinheiro dos contribuintes europeus deve salvaguardar os valores democráticos e a diversidade", que "não são respeitados na Rússia de hoje".
Numa carta datada de 10 de Abril, a Agência de Execução Europeia da Educação e da Cultura da União Europeia notificou a Fundação Bienal de Veneza da intenção de suspensão ou cancelamento da subvenção de dois milhões de euros, prevista até 2028.
Este organismo europeu deu 30 dias à bienal para esclarecer a posição, mas desconhece-se se houve resposta, escreveu a EFE.
A abertura oficial da Bienal de Arte de Veneza está marcada para sábado, 09 de maio, que é igualmente o Dia da Europa.
"Devia ser um dia para celebrar a paz e não para a Rússia brilhar na bienal", afirmou Henna Virkkunen.
A 11 de Março, a Comissão Europeia já tinha condenado a decisão da bienal de autorizar a participação da Rússia, referindo que o financiamento da UE fica em risco caso a decisão se mantenha.
A 61.ª Bienal de Arte de Veneza abrirá envolta em polémica, pela participação da Rússia e de Israel, que, na semana passada, levou à renúncia do júri internacional, presidido pela curadora brasileira Solange Oliveira Farkas.
O júri da bienal tinha anunciado que excluiria a Rússia e Israel de participarem nos prémios do evento, por considerarem que os líderes destes países têm mandatos de detenção pelo Tribunal Penal Internacional, por crimes de guerra.
Sobre a participação da Rússia na bienal, a 10 de Março, os ministros da Cultura e dos Negócios Estrangeiros de 22 países, entre os quais Bélgica, Suíça, França, Espanha, Alemanha e Ucrânia, manifestaram-se contra, considerando a sua participação "inaceitável nas atuais circunstâncias".
Numa carta conjunta, citada pela agência ANSA, os governantes apelavam à direção da bienal que "reconsidere a participação da Federação Russa na Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza".
Embora a organização nunca tenha proibido a participação da Rússia, o país esteve ausente da Bienal de Arte nas edições de 2022 e 2024.
Em 2022, os artistas e curadores do Pavilhão da Rússia desistiram de participar como forma de protesto contra a guerra, que começou em fevereiro desse ano. Em 2024, a Rússia voltou a não participar, cedendo o seu pavilhão, situado nos Jardins da Bienal, à Bolívia.
Este ano, o pavilhão da Rússia acolhe o projeto "The tree is rooted in the sky" ("A árvore tem raízes no céu", em tradução livre), comissariado por Anastasiia Karneeva, para uma exposição que reúne cerca de 40 artistas, entre eles Lizaveta Anshina, Ekaterina Antonenko, Antonio Buonuario e DJ Diaki.
A 61.ª edição da Bienal de Arte de Veneza, sob o tema "In Minor Keys", acolherá quase uma centena de representações nacionais, uma exposição com 111 participações de todo o mundo, entre artistas e coletivos, e 31 eventos paralelos até 22 de Novembro, em vários locais daquela cidade italiana.
Na segunda-feira, a bienal anunciou que o Irão retirou a sua participação no evento, sem adiantar mais explicações.
Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de Fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.
Em retaliação à ofensiva, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz, abalando a economia mundial, e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.
Portugal estará representado na bienal pelo projeto artístico "RedSkyFalls", do artista Alexandre Estrela.
Foto: depositphotos