Edição 1282
Janine Lélis entrou na corrida à Presidência da República e desafia a “tradição” de um segundo mandato do incumbente. Ex-ministra em várias pastas (incluindo a Justiça, a Defesa e a Coesão Territorial) e figura de referência no MpD, é a primeira mulher a apresentar uma candidatura ao mais alto cargo da Nação. Nesta entrevista, explica as motivações da candidatura, faz uma avaliação dura do mandato de José Maria Neves e traça a presidência que quer construir: a de uma presidente com coragem de defender o bom funcionamento das instituições e os valores da República, da transparência e do interesse nacional - nem aquém nem além da Constituição.Também em destaque está a tomada de posse do novo governo liderado por Francisco Carvalho.Novo Primeiro-Ministro assume liderança do XI Governo com a promessa de cumprir os compromissos eleitorais, responder às necessidades mais urgentes da população e lançar reformas estruturantes para o desenvolvimento do país. Presidente da República apela à união nacional, alerta para a elevada abstenção e desafia o executivo a transformar ambição em resultados concretos.Nesta edição continuamos a acompanhar a caminhada dos Tubarões Azuis na sua estreia no Campeonato do Mundo de Futebol.Com um empate épico a 2-2 com o Uruguai, na segunda jornada do Grupo H, disputada no Estádio Miami (EUA), a selecção cabo-verdiana de futebol entrou definitivamente na luta por uma vaga aos 16 avos-da-final do Mundial de futebol que decorre simultaneamente nos Estados Unidos, México e Canadá.Outro tema a merecer destaque de capa é o do Sistema Táxi Seguro que está a levantar dúvidas quanto à sua legalidade e mecanismos de controloO auditor de Segurança Interna, docente e investigador José Gomes Rebelo considera que o Sistema Táxi Seguro (STS), criado através do Decreto-Lei n.º 9/2026, de 9 de Fevereiro, suscita sérias questões de direito constitucional, protecção de dados e legitimidade democrática que não podem ser ignoradas. Embora reconheça que o sistema procura responder a um problema real como é o caso da vulnerabilidade dos taxistas e dos seus passageiros perante a criminalidade urbana, alerta para os riscos associados à vigilância permanente e à recolha massiva de informação.Espaço igualmente para a reportagem sobre a apanha de areia em São Vicente.Sem locais autorizados para apanha de areia, São Vicente depende da extracção ilegal em zonas costeiras sensíveis. A construção civil sente a escassez, enquanto ambientalistas alertam para danos nas praias.Na Economia damos destaque ao Boletim de Estabilidade Financeira do Banco de Cabo Verde.O Banco de Cabo Verde (BCV) divulgou recentemente o Boletim de Estabilidade Financeira, com dados de 2025. O retrato traçado é de um sistema financeiro mais robusto: bancos mais sólidos, seguradoras solventes, mercado de capitais em expansão. O nível de estabilidade é o mais alto desde que o banco central começou a medir o indicador, em 2011, e o país registou até, pela primeira vez desde 2007, um excedente orçamental. Mas o documento, datado de abril de 2026, não esconde fragilidades que vão da ainda elevada dívida pública ao risco de aceleração da inflação, passando pela imprevisibilidade crescente do mundo lá fora.A ler igualmente os artigos de opinião ‘Mandato à prova: entre o simbolismo e o desafio real’ escrito por Maria João de Novais e ‘Tarrafal: a memória não pode ser contada pela metade’ da autoria de Vera Mendes.
Janine Lélis entrou na corrida à Presidência da República e desafia a “tradição” de um segundo mandato do incumbente. Ex-ministra em várias pastas (incluindo a Justiça, a Defesa e a Coesão Territorial) e figura de referência no MpD, é a primeira mulher a apresentar uma candidatura ao mais alto cargo da Nação. Nesta entrevista, explica as motivações da candidatura, faz uma avaliação dura do mandato de José Maria Neves e traça a presidência que quer construir: a de uma presidente com coragem de defender o bom funcionamento das instituições e os valores da República, da transparência e do interesse nacional - nem aquém nem além da Constituição.
Também em destaque está a tomada de posse do novo governo liderado por Francisco Carvalho.
Novo Primeiro-Ministro assume liderança do XI Governo com a promessa de cumprir os compromissos eleitorais, responder às necessidades mais urgentes da população e lançar reformas estruturantes para o desenvolvimento do país. Presidente da República apela à união nacional, alerta para a elevada abstenção e desafia o executivo a transformar ambição em resultados concretos.
Nesta edição continuamos a acompanhar a caminhada dos Tubarões Azuis na sua estreia no Campeonato do Mundo de Futebol.
Com um empate épico a 2-2 com o Uruguai, na segunda jornada do Grupo H, disputada no Estádio Miami (EUA), a selecção cabo-verdiana de futebol entrou definitivamente na luta por uma vaga aos 16 avos-da-final do Mundial de futebol que decorre simultaneamente nos Estados Unidos, México e Canadá.
Outro tema a merecer destaque de capa é o do Sistema Táxi Seguro que está a levantar dúvidas quanto à sua legalidade e mecanismos de controlo
O auditor de Segurança Interna, docente e investigador José Gomes Rebelo considera que o Sistema Táxi Seguro (STS), criado através do Decreto-Lei n.º 9/2026, de 9 de Fevereiro, suscita sérias questões de direito constitucional, protecção de dados e legitimidade democrática que não podem ser ignoradas. Embora reconheça que o sistema procura responder a um problema real como é o caso da vulnerabilidade dos taxistas e dos seus passageiros perante a criminalidade urbana, alerta para os riscos associados à vigilância permanente e à recolha massiva de informação.
Espaço igualmente para a reportagem sobre a apanha de areia em São Vicente.
Sem locais autorizados para apanha de areia, São Vicente depende da extracção ilegal em zonas costeiras sensíveis. A construção civil sente a escassez, enquanto ambientalistas alertam para danos nas praias.
Na Economia damos destaque ao Boletim de Estabilidade Financeira do Banco de Cabo Verde.
O Banco de Cabo Verde (BCV) divulgou recentemente o Boletim de Estabilidade Financeira, com dados de 2025. O retrato traçado é de um sistema financeiro mais robusto: bancos mais sólidos, seguradoras solventes, mercado de capitais em expansão. O nível de estabilidade é o mais alto desde que o banco central começou a medir o indicador, em 2011, e o país registou até, pela primeira vez desde 2007, um excedente orçamental. Mas o documento, datado de abril de 2026, não esconde fragilidades que vão da ainda elevada dívida pública ao risco de aceleração da inflação, passando pela imprevisibilidade crescente do mundo lá fora.
A ler igualmente os artigos de opinião ‘Mandato à prova: entre o simbolismo e o desafio real’ escrito por Maria João de Novais e ‘Tarrafal: a memória não pode ser contada pela metade’ da autoria de Vera Mendes.