Apenas 5,5% dos monumentos em São Paulo homenageiam pessoas negras

A presença — ou ausência — de monumentos dedicados a figuras negras nos espaços públicos revela muito sobre como a memória histórica é construída. Levantamento feito pelo Instituto Pólis mostra que apenas cerca de 5,5% dos monumentos em São Paulo homenageiam pessoas negras, evidenciando a baixa representatividade nos espaços públicos. Disputa por memória Os monumentos […] O conteúdo Apenas 5,5% dos monumentos em São Paulo homenageiam pessoas negras aparece primeiro em Revista Raça Brasil.

Apenas 5,5% dos monumentos em São Paulo homenageiam pessoas negras

A presença — ou ausência — de monumentos dedicados a figuras negras nos espaços públicos revela muito sobre como a memória histórica é construída.

Levantamento feito pelo Instituto Pólis mostra que apenas cerca de 5,5% dos monumentos em São Paulo homenageiam pessoas negras, evidenciando a baixa representatividade nos espaços públicos.

Disputa por memória

Os monumentos não são apenas estruturas físicas: eles representam escolhas políticas sobre quem deve ser lembrado.

Historicamente, espaços públicos foram ocupados majoritariamente por homenagens a figuras ligadas ao poder colonial, enquanto personagens negros, mesmo fundamentais para a história, foram invisibilizados.

Desvalorização estrutural

Além da baixa presença, a desigualdade também aparece na valorização financeira.

Dados apontam que monumentos ligados à memória negra costumam ter valor de mercado inferior em comparação a obras que homenageiam figuras brancas ou ligadas às elites históricas.

Esse cenário evidencia uma desigualdade que ultrapassa o simbólico e se reflete também no reconhecimento econômico dessas obras.

Movimento de revisão histórica

Nos últimos anos, diferentes países têm passado por revisões sobre seus monumentos públicos.

Debates sobre remoção, substituição ou ressignificação de estátuas têm ganhado força, especialmente em contextos ligados ao colonialismo e à escravidão.

Ao mesmo tempo, cresce a demanda por mais espaços que valorizem a história e a contribuição de pessoas negras.

Memória como disputa contemporânea

O debate sobre monumentos está diretamente ligado ao presente.

Mais do que rever o passado, trata-se de questionar quais narrativas continuam sendo reforçadas e quais ainda permanecem marginalizadas.

A valorização da memória negra, nesse sentido, é também uma forma de enfrentar desigualdades históricas e ampliar a compreensão sobre a formação das sociedades.

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