Hantavírus: União Europeia recebe antiviral experimental doado pelo Japão
Em comunicado, a Comissão Europeia refere que "as primeiras doses de um antiviral experimental para o tratamento do hantavírus estão a ser enviadas para França, Espanha e os Países Baixos, para tratar doentes ou realizar ensaios clínicos"."Embora atualmente não existam medicamentos ou vacinas aprovados para o tratamento ou prevenção do hantavírus, a Agência Europeia de Medicamentos identificou o Favipiravir como o candidato mais plausível para utilização no âmbito de ensaios clínicos ou de protocolos de uso compassivo", refere o executivo, que acrescenta que os Estados-membros é que vão decidir como é que utilizam o antiviral.A Comissão Europeia refere que, no total, a empresa japonesa Fujifilm Pharmaceuticals doou cerca de 1.400 comprimidos deste antiviral experimental, "graças à forte parceria União Europeia (UE)-Japão em matéria de preparação e resposta a emergências de saúde"."A Comissão tem estado em contacto contínuo com os Estados-membros desde o [início] do surto [de hantavírus] para assegurar um acesso rápido a potenciais medicamentos ou tratamentos, tendo conseguido facilitar este envio de Favipiravir a pedido da França, da Espanha e dos Países Baixos", indica-se.Citada neste comunicado, a comissária europeia para a Gestão de Crises, Hadja Lahbib, defende que a "solidariedade e a ação rápida salvam vidas", frisando que, devido à cooperação entre a UE e o Japão, o executivo comunitário conseguiu "garantir rapidamente o acesso a tratamentos potencialmente salvadores contra o hantavírus para pacientes europeus"."Isto mostra o valor da preparação, cooperação e de parcerias globais fiáveis", salienta.O executivo comunitário acrescenta ainda que está a tentar adquirir mais doses deste antiviral experimental, para poderem ser utilizadas caso sejam detetados mais casos de hantavírus nas próximas semanas.Os hantavírus são vírus zoonóticos, caracterizados por infetar roedores, e diferentes espécies circulam na Europa, na Ásia e no continente americano. Apenas algumas das espécies estão associadas a infeção humana, caso em que podem causar doença grave.Um surto deste vírus foi detetado no navio cruzeiro MV Hondius, com 147 passageiros e tripulantes a bordo, que chegou às Canárias em 10 de maio, após uma viagem que começou em Ushuaia, na Argentina, e os levou a várias ilhas do Atlântico.Durante a viagem, surgiram vários casos de hantavírus, resultando em três mortes.A origem deste surto de hantavírus ainda é desconhecida, mas, segundo a OMS, a primeira contaminação deverá ter ocorrido antes do início da expedição a 01 de abril, pois o primeiro passageiro a morrer, um holandês de 70 anos, apresentou sintomas já a 06 de abril.O período de incubação do vírus situa-se entre uma a seis semanas e não existe vacina nem tratamento específico contra o hantavírus, que pode provocar uma síndrome respiratória aguda.A taxa de letalidade - percentagem de pessoas doentes que morrem após contrair a infeção - deste surto é, nesta fase, de 27%, segundo a OMS.Foto: depositphotos
Em comunicado, a Comissão Europeia refere que "as primeiras doses de um antiviral experimental para o tratamento do hantavírus estão a ser enviadas para França, Espanha e os Países Baixos, para tratar doentes ou realizar ensaios clínicos".
"Embora atualmente não existam medicamentos ou vacinas aprovados para o tratamento ou prevenção do hantavírus, a Agência Europeia de Medicamentos identificou o Favipiravir como o candidato mais plausível para utilização no âmbito de ensaios clínicos ou de protocolos de uso compassivo", refere o executivo, que acrescenta que os Estados-membros é que vão decidir como é que utilizam o antiviral.
A Comissão Europeia refere que, no total, a empresa japonesa Fujifilm Pharmaceuticals doou cerca de 1.400 comprimidos deste antiviral experimental, "graças à forte parceria União Europeia (UE)-Japão em matéria de preparação e resposta a emergências de saúde".
"A Comissão tem estado em contacto contínuo com os Estados-membros desde o [início] do surto [de hantavírus] para assegurar um acesso rápido a potenciais medicamentos ou tratamentos, tendo conseguido facilitar este envio de Favipiravir a pedido da França, da Espanha e dos Países Baixos", indica-se.
Citada neste comunicado, a comissária europeia para a Gestão de Crises, Hadja Lahbib, defende que a "solidariedade e a ação rápida salvam vidas", frisando que, devido à cooperação entre a UE e o Japão, o executivo comunitário conseguiu "garantir rapidamente o acesso a tratamentos potencialmente salvadores contra o hantavírus para pacientes europeus".
"Isto mostra o valor da preparação, cooperação e de parcerias globais fiáveis", salienta.
O executivo comunitário acrescenta ainda que está a tentar adquirir mais doses deste antiviral experimental, para poderem ser utilizadas caso sejam detetados mais casos de hantavírus nas próximas semanas.
Os hantavírus são vírus zoonóticos, caracterizados por infetar roedores, e diferentes espécies circulam na Europa, na Ásia e no continente americano. Apenas algumas das espécies estão associadas a infeção humana, caso em que podem causar doença grave.
Um surto deste vírus foi detetado no navio cruzeiro MV Hondius, com 147 passageiros e tripulantes a bordo, que chegou às Canárias em 10 de maio, após uma viagem que começou em Ushuaia, na Argentina, e os levou a várias ilhas do Atlântico.
Durante a viagem, surgiram vários casos de hantavírus, resultando em três mortes.
A origem deste surto de hantavírus ainda é desconhecida, mas, segundo a OMS, a primeira contaminação deverá ter ocorrido antes do início da expedição a 01 de abril, pois o primeiro passageiro a morrer, um holandês de 70 anos, apresentou sintomas já a 06 de abril.
O período de incubação do vírus situa-se entre uma a seis semanas e não existe vacina nem tratamento específico contra o hantavírus, que pode provocar uma síndrome respiratória aguda.
A taxa de letalidade - percentagem de pessoas doentes que morrem após contrair a infeção - deste surto é, nesta fase, de 27%, segundo a OMS.
Foto: depositphotos