Transmissão do vírus Ébola na RDCongo está a acelerar
“A situação está a evoluir rapidamente, com uma transmissão acelerada reportada em 33 zonas de saúde afetadas espalhadas por três províncias”, declarou, desde Bunia, Marie Roseline Belizaire, diretora de emergências da OMS em África, durante uma conferência de imprensa em Genebra.“A situação continua grave e a evoluir. No entanto, a resposta está a ser reforçada dia após dia”, acrescentou.Segundo os números oficiais reportados pela OMS, foram registados 896 casos, dos quais 232 morreram, o que corresponde a uma taxa de letalidade de 26% na RDCongo. O vizinho Uganda, que agora contabiliza 19 casos confirmados, incluindo duas mortes, não reportou nenhum caso nos últimos 12 dias. Para apoiar a resposta da RDCongo, a OMS refere que “desdobrou mais de 115 especialistas nas províncias e zonas de saúde afetadas e enviou mais de 110 toneladas de material de emergência. Segundo a diretora de emergências da OMS em África, a capacidade de resposta foi reforçada, e a organização tem agora 516 camas disponíveis para o cuidado dos pacientes e uma capacidade de testagem superior a 2.000 testes por dia. Entre os desafios que permanecem, o acesso às áreas afetadas continua difícil devido à insegurança, enquanto os meios operacionais e financeiros ainda precisam ser reforçados face a uma epidemia em constante evolução.De acordo com a OMS, a taxa de acompanhamento de contactos está a melhorar, mas continua insuficiente (75% contra um objetivo de 95%), e a persistência de mortes comunitárias e de casos em populações deslocadas mostra que algumas cadeias de transmissão ainda escapam ao controlo. Uma equipa médica chinesa chegou a Kinshasa, segundo Belizaire. Por outro lado, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) anunciou também hoje ter ultrapassado o milhão de controlos realizados nas fronteiras e ao longo das principais rotas transfronteiriças e corredores de circulação na RDCongo e nos países vizinhos, no âmbito de um dispositivo de vigilância destinado a detetar eventuais casos.Tudo isto, refere a OIM, enquanto se intensificam os esforços “para apoiar o controlo” da epidemia que se espalhou pelo leste da RDCongo e no Uganda.“A mobilidade humana é central tanto para a propagação como para a contenção de doenças infecciosas”, disse Frantz Celestin, Diretor Regional da OIM para o Leste, Corno de África e África Austral. “Com mais de um milhão de rastreios de saúde já realizados, a OIM está a trabalhar em conjunto com Governos e parceiros para reforçar as capacidades de preparação e resposta, proteger as pessoas em movimento e mitigar a transmissão transfronteiriça.”Com a mesma preocupação, a Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR) anunciou hoje, em comunicado, estar “profundamente preocupada com a rápida propagação do Ébola na região leste da RDCongo e com os riscos crescentes que representa para as comunidades deslocadas em toda a região”.A RDCongo, país vizinho de Angola, declarou em 15 de maio um surto de Ébola, o 17.ª neste país africano com mais de 100 milhões de habitantes, e que foi depois declarado epidemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que lançou o alerta de saúde internacional dois dias depois.A atual epidemia corresponde à estirpe Bundibugyo do vírus Ébola, para a qual não existe uma vacina autorizada ou tratamento específico, segundo a OMS, que considera o risco da epidemia na África subsariana “alto” e a nível global “baixo”. O vírus do Ébola transmite-se por contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e causa febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragias internas.
“A situação está a evoluir rapidamente, com uma transmissão acelerada reportada em 33 zonas de saúde afetadas espalhadas por três províncias”, declarou, desde Bunia, Marie Roseline Belizaire, diretora de emergências da OMS em África, durante uma conferência de imprensa em Genebra.
“A situação continua grave e a evoluir. No entanto, a resposta está a ser reforçada dia após dia”, acrescentou.
Segundo os números oficiais reportados pela OMS, foram registados 896 casos, dos quais 232 morreram, o que corresponde a uma taxa de letalidade de 26% na RDCongo.
O vizinho Uganda, que agora contabiliza 19 casos confirmados, incluindo duas mortes, não reportou nenhum caso nos últimos 12 dias.
Para apoiar a resposta da RDCongo, a OMS refere que “desdobrou mais de 115 especialistas nas províncias e zonas de saúde afetadas e enviou mais de 110 toneladas de material de emergência.
Segundo a diretora de emergências da OMS em África, a capacidade de resposta foi reforçada, e a organização tem agora 516 camas disponíveis para o cuidado dos pacientes e uma capacidade de testagem superior a 2.000 testes por dia.
Entre os desafios que permanecem, o acesso às áreas afetadas continua difícil devido à insegurança, enquanto os meios operacionais e financeiros ainda precisam ser reforçados face a uma epidemia em constante evolução.
De acordo com a OMS, a taxa de acompanhamento de contactos está a melhorar, mas continua insuficiente (75% contra um objetivo de 95%), e a persistência de mortes comunitárias e de casos em populações deslocadas mostra que algumas cadeias de transmissão ainda escapam ao controlo.
Uma equipa médica chinesa chegou a Kinshasa, segundo Belizaire.
Por outro lado, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) anunciou também hoje ter ultrapassado o milhão de controlos realizados nas fronteiras e ao longo das principais rotas transfronteiriças e corredores de circulação na RDCongo e nos países vizinhos, no âmbito de um dispositivo de vigilância destinado a detetar eventuais casos.
Tudo isto, refere a OIM, enquanto se intensificam os esforços “para apoiar o controlo” da epidemia que se espalhou pelo leste da RDCongo e no Uganda.
“A mobilidade humana é central tanto para a propagação como para a contenção de doenças infecciosas”, disse Frantz Celestin, Diretor Regional da OIM para o Leste, Corno de África e África Austral.
“Com mais de um milhão de rastreios de saúde já realizados, a OIM está a trabalhar em conjunto com Governos e parceiros para reforçar as capacidades de preparação e resposta, proteger as pessoas em movimento e mitigar a transmissão transfronteiriça.”
Com a mesma preocupação, a Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR) anunciou hoje, em comunicado, estar “profundamente preocupada com a rápida propagação do Ébola na região leste da RDCongo e com os riscos crescentes que representa para as comunidades deslocadas em toda a região”.
A RDCongo, país vizinho de Angola, declarou em 15 de maio um surto de Ébola, o 17.ª neste país africano com mais de 100 milhões de habitantes, e que foi depois declarado epidemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que lançou o alerta de saúde internacional dois dias depois.
A atual epidemia corresponde à estirpe Bundibugyo do vírus Ébola, para a qual não existe uma vacina autorizada ou tratamento específico, segundo a OMS, que considera o risco da epidemia na África subsariana “alto” e a nível global “baixo”.
O vírus do Ébola transmite-se por contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e causa febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragias internas.